A SAGA - II-17 - The Things We Cannot Change

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A SAGA - II-17 - The Things We Cannot Change

Mensagem  Myriam Castro em Dom Maio 31, 2009 1:08 pm



mais capturas lindas começando aqui:
http://s392.photobucket.com/albums/pp5/galeria_andromeda_saga/?action=view&current=217_cap000.jpg

II – 17 - THE THINGS WE CANNOT CHANGE
AS COISAS QUE NÃO PODEMOS MUDAR

História original de Ethlie Ann Vare


“O Lar é o marujo, o Lar é o mar,
E o caçador, lar da colina.”

Fragmento de um texto da Terra Arcaica
C. CY 6800


Flutuando majestosamente ao largo do buraco negro de Hephaestus, Andrômeda dava cobertura à Eureka Maru, onde Dylan, sozinho, coletava alguns dados sobre o fenômeno.
Rommie parecia “apreensiva”, e não era para menos. Aquele traiçoeiro vórtice era o mesmo que a havia aprisionado, e a Dylan, na linha do horizonte de evento, deixando-os “congelados” no tempo e no espaço por 300 anos. Ela temia pelo seu Capitão, para quem o choque fora tão terrível. Já Beka, pensativa, perguntou por que sua pobre e pequena Maru podia chegar perto daquela coisa, e a grande e poderosa Andrômeda não. A avatar respondeu que era exatamente porque era grande – tinha a ver com a massa e a atração gravitacional.
Quanto a Dylan, este estava despreocupado, pois se considerava bem protegido àquela distância. Ele até achou graça da reação de Rommie.
Então, de repente, alguma micropartícula cósmica atingiu a Maru, perfurando seu casco e despressurizando-a. Dylan se viu em meio a uma corrente de ar que o arrastava pelos corredores, e gritou por socorro. Mal teve tempo de pegar o capacete de seu traje espacial, e uma explosão se fez ouvir. A cabine do piloto teve suas janelas despedaçadas pela descompressão explosiva que atirou Dylan violentamente para fora. O contato foi cortado.
Soou o alarme. Tyr e Beka tentaram acionar os cabos de reboque, mas estavam muito longe para alcançá-la.
O som eletrônico de um despertador rompeu o silêncio da manhã, e Dylan Hunt se virou para a mulher que estava ao seu lado. Ambos se abraçaram apaixonadamente ...
De seu pequeno Slipfighter, Beka e Tyr viam a Maru, à deriva na borda do buraco negro. E quando abordaram a nave, descobriram que Dylan não mais estava lá. Entreolharam-se em silêncio.
Não! ... De novo, não!
Enquanto isso, a dezenas de horas-luz dali, o corpo inerte de Dylan Hunt flutuava pelo espaço, completamente indefeso. E sua mente, naquele estado de torpor, começou a trabalhar de forma estranha ...
Ele se via morando em um belo bangalô a beira-mar, tinha uma esposa amorosa chamada Leandra, e um filhinho pequeno de nome Ethan. Tudo estava tranqüilo ... tranqüilo demais.
Leandra lhe dizia que ele devia responder à carta de exoneração do Serviço Militar, e dar baixa na Alta Guarda, pois aquilo era “muito importante”. Ele não entendia o porquê, e se recusava a abandonar sua função. Aquilo significaria deixar Andrômeda e seus amigos para sempre, e isso para ele era pior do que a morte.
Ao ver a esposa recolhendo seus uniformes, ele questionou por que deveria deixar tudo. Ela lhe dizia que a guerra se acabara, estava tudo em paz, não havia mais nenhum inimigo atacando os Mundos Conhecidos.
Dylan tinha visões ... ele via a Nave-Mundo Magog invadindo Andrômeda, via aquela colossal estrutura ... e de repente tudo sumia de sua mente confusa.
E na Andrômeda, Todos se recusavam a crer que Dylan estivesse morto. Harper e Trance puseram-se a trabalhar numa engenhoca para tentar localizar e teleportar Dylan de volta, ao passo que Beka e Tyr, após consertarem as janelas da Maru, passaram a escanear o espaço ao redor, quadrante por quadrante, em busca do Capitão desaparecido.
Dylan se recusava a crer que tudo simplesmente acabara. As estranhas visões continuavam a atormentá-lo, e ele via novamente toda a sua vida passando na sua frente, a traição de Gaheris Rhade, a nave mergulhando no buraco negro, a missão em Mobius, Sarah ...
Ele se olhou em um espelho. Piscou. Sim, era isso! Alguém o capturara, e ele estava em uma espécie de laboratório ou mesmo num zoológico! E então, arrancando a camisa, examinou seu corpo, à procura de sinais, marcas ou cicatrizes que indicassem alguma intervenção feita com ele. Nada.
Ao ver Leandra, que parecia aflita, ele quis saber o que acontecera. Ela lhe disse algo sobre “stress pós-traumático” ... ele até sorriu. Como? ... Ele vira a Civilização cair, estivera lá, e fora despedaçado junto com ela ... o que podia ser pior?!
Com um suspiro, Leandra lhe disse que ele morrera. Diante da expressão de choque no rosto dele, ela continuou: ele ficara sem ar em seu traje espacial, e estivera clinicamente morto por três minutos. Desde então, nunca mais fora o mesmo. Dylan ficou em silêncio.
E na Andrômeda ...
Harper havia tentado teleportar um dos peixes de Trance, mas não dera certo. Na Ponte, Rommie também corria os sensores ao alcance máximo, mas ainda não conseguira localizar Dylan.
Um ruído lá fora despertou Dylan. Silenciosamente, ele pegou sua lança de força e foi até a janela, certo de que ouvira vozes ... e a visão dos Nietzscheans a persegui-lo pela floresta nevada o fez disparar freneticamente a arma, assustando Leandra, que deu um pulo da cama, gritando para ele parar.
Ele custou a se acalmar, e ela disse que não havia solução para ele. Precisava de tratamento médico, ou então enlouqueceria. Dylan não entendia ... e a mulher, baixando a voz, disse a ele que era o único jeito. Ele se recusava a abandonar a carreira. Estava cansado, era isso. Uns dias de férias, e pronto ... era um oficial da Alta Guarda, sua nave precisava dele, e sua tripulação também! ...
Mas ela lhe disse que ele jamais voltaria. Andrômeda já não mais existia ... fora tragada pelo buraco negro, quando tentava resgatá-lo. Ele não acreditava.
Andrômeda, perdida? Não, nunca!
A visão de Rommie, aos prantos, pedindo que a desligasse, e dizendo que era apenas uma nave de guerra e só sabia matar, veio-lhe à mente. Não!!
Leandra estava-lhe dizendo o quê? ... Que ele devia assinar sua baixa, porque a Alta Guarda não precisava mais dele?!
Tyr conseguira localizá-lo! Agora, precisavam agir com extremo cuidado para resgatá-lo, ou poderiam todos ficar perdidos para sempre naquele vórtice.
Dylan, com a carta de baixa na mão, virou-se para Leandra e encarou-a. Ele não acreditava que aquela fosse sua esposa, e disse, com a voz dura como aço, que sempre tivera escolha ...
Um flash de memória lhe veio à mente, como para provar essas palavras. Ele estava muito ferido e sua nave terrivelmente avariada, mas dissera a Beka que não se importava com as dificuldades, e não desistiria nunca ... fê-la prometer que, se ele morresse naquela batalha, ela continuaria com a missão de restaurar a Comunidade. Ou pelo menos tentasse.
Ele jogou o flexi para o alto ... e viu, nos olhos daquela bela mulher, as chamas do Abismo! Ele lhe perguntou por que fazia aquilo com ele ... atacava-o justamente nos seus pontos fracos, sabendo que ele sonhava em rever seu lar, em ter uma família, que ele amava crianças, e que não suportava perder sua nave e seus amigos. Uma voz demoníaca lhe gritou que ele “matara seu povo”, e Dylan, repentinamente, despertou e se viu no meio do nada ... mas a mão de Tyr Anasazi se estendia para ele, e ele tentou alcançá-lo ...
Até que, depois de muito esforço, Tyr conseguiu segurá-lo firme e sinalizou para Beka que os puxasse.
Mais tarde, já recuperado, Dylan retornou ao comando, e Rommie lhe explicou que tudo que acontecera, as alucinações pelas quais passara, fora devido à hipóxia – já que havia ficado muito tempo à deriva, e o ar do traje espacial se esgotara. Trance, com aquele ar de mistério típico dela, disse ter sido apenas “um sonho ruim”.
E Dylan, aliviado, estava feliz em se ver novamente no meio dos seus, em seu lugar de direito ... a Ponte de Comando da Andrômeda Ascendant.


Última edição por Myriam Castro em Dom Maio 31, 2009 3:28 pm, editado 1 vez(es)

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Re: A SAGA - II-17 - The Things We Cannot Change

Mensagem  Myriam Castro em Dom Maio 31, 2009 3:26 pm

Essa foi a primeira experiência de Dylan com realidades alternativas ...
apesar de ficar um pouco indefinido se era mesmo uma realidade paralela, ou fruto do estado em que se encontrava, com pouco ar, flutuando no vazio.
Aí foram revelados os pontos fracos dele ... ele tinha verdadeiro pavor de perder Andromeda e os outros, como já perdera família e tripulação, antes. E tinha um grande desejo de ter uma família própria ... e com o correr da saga, vimos que ele acabou "adotando" Beka e os demais - o último foi Telemachus Rhade - como tal.
E foi curioso ver que o que Tyr fizera, ao salvar Dylan da morte certa, foi apenas para se exibir para Beka, como se tentasse provar que era um indivíduo de valor ... e não, a princípio, por gostar de Dylan. Apesar de que ele reconhecia que, sem Dylan e Andromeda, as chances de sobrevivência deles, àquela altura dos acontecementos, seria bem menor. scratch

Kevin deu um show de interpretação dramática, expressando muito bem o que Dylan sentia.

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Re: A SAGA - II-17 - The Things We Cannot Change

Mensagem  mara em Seg Jun 01, 2009 7:26 pm

Esse episódio é muito intrigante, não, Myriam?
Tudo o que você disse: não sabemos se é o inconsciente de Dylan que está em desespero, se as coisas realmente acontecem.
E aquela cena na cama é tão deliciosa...ah que inveja!:thud:


Última edição por mara em Ter Jun 02, 2009 6:07 pm, editado 1 vez(es)

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Re: A SAGA - II-17 - The Things We Cannot Change

Mensagem  Convidad em Seg Jun 01, 2009 8:09 pm

Bastante intrigante, mesmo, Mara! E aquela cena, uau! A gente já viu uma porção de fotos dela, mas com certeza nunca cansamos.

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Re: A SAGA - II-17 - The Things We Cannot Change

Mensagem  Myriam Castro em Seg Jun 01, 2009 9:32 pm

Uau! ... Que cena!
E quando ele disse: "Isso depende de com quem você estiver, Sra. Hunt ..."
Ufa! ... :lick:

E foi talvez nesse mesmo episódio, que vimos uma primeira alusão às capacidades de Paradine de Dylan ... embora, é claro, ninguém ainda soubesse disso, muito menos o próprio Dylan.
Aparentemente, sua mente acionava essas capacidades - de se "dissociar" entre diversas realidades - quando ele se encontrava em situações de perigo extremo, e sua consciência se "desligava" do corpo.
Isso também acontecia com Trance, mas ela, ao contrário de Dylan, tinha pleno controle dessa capacidade.

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Re: A SAGA - II-17 - The Things We Cannot Change

Mensagem  mara em Ter Jun 02, 2009 9:45 am

Myriam, você não acha que aquela esposa dele não tem toques de "Abismo"? :?:

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Re: A SAGA - II-17 - The Things We Cannot Change

Mensagem  Myriam Castro em Ter Jun 02, 2009 9:19 pm

Ah, mas tinha tudo a ver ...
O Abismo não estava somente empenhado em mergulhar o Universo no caos ... estava determinado a destruir o único obstáculo real aos seus propósitos: Dylan Hunt.

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Re: A SAGA - II-17 - The Things We Cannot Change

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