A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

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A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

Mensagem  Myriam Castro em Qui Jun 04, 2009 7:31 pm




Lindas capturas começam aqui:
http://s392.photobucket.com/albums/pp5/galeria_andromeda_saga/?action=view&current=218_cap001.jpg





II – 18 - THE FAIR UNKNOWN
O BELO DESCONHECIDO

História original de John Lloyd Parry


“Para se aventurar no lindo desconhecido, devo entrar como sair:
Um viajante solitário.”

Anônimo - CY 1917


A Andromeda encontrou uma nave Kalderan à deriva, com sinais de ter sofrido um duro ataque. Rommie subiu a bordo, e encontrou avarias sérias, rombos na fuselagem, e cadáveres dos ocupantes, que aparentemente foram atingidos pela descompressão explosiva.
O atacante permaneceu um mistério, até que os cartões de arquivo do sistema central mostraram, na tela, o que realmente acontecera.
Vendo as imagens, Dylan de repente percebeu algo familiar com sua visão acurada, e mandou congelar a imagem. Todos viram, então, um ser estranho, humanóide, de pele azul e quatro pernas (!)
Harper achava que se tratava de um fantasma, uma lenda ... mas Dylan sabia o que era: um Vedran, criatura que ninguém ali jamais vira.
Ninguém a não ser Dylan.
Os Vedrans eram seres originários do lendário planeta Tarn Vedra, pátria de Dylan, do qual saíra quando cadete e nunca mais voltara. Ele desaparecera misteriosamente das rotas conhecidas de turbilhão, logo após a Queda, e ninguém jamais o encontrara. Contava a História que aquela espécie fundara a Comunidade e desenvolvera o sistema de navegação em turbilhão, que possibilitava viagens em velocidades superiores à da luz, e fora também responsável pelo melhoramento genético de inúmeras raças pelo Universo afora – incluindo a que Dylan pertencia –, tudo isso há mais de 8000 anos atrás.
Agora, ao que parecia, tinham a prova de que esses seres ainda existiam.
Encontrar novamente sua pátria era o maior desejo de Dylan, que, por ter ficado preso na singularidade temporal do buraco negro, perdera completamente o contato com seu lar. Desde então, seu “lar” tinha sido uma grande nave chamada Andrômeda Ascendant ...
Os arquivos revelaram também que os Kalderans, que eram piratas natos, haviam tentado invadir o sistema de Ral Parthia, onde os Vedrans mantinham uma fortaleza, e foram repelidos.
Tyr, sempre prático e objetivo, sugeriu que destruíssem a nave Kalderan, para que eventuais reforços não a encontrassem e acabassem chegando a Ral Parthia. Dylan concordou, e logo não havia mais vestígios da nave pirata.
Esperançoso de encontrar ali as coordenadas para chegar a Tarn Vedra, Dylan se pôs a caminho do dito planeta, e, deixando a Andrômeda ao largo do sistema, desceu até o planeta principal.
A superfície era coberta por uma vegetação exuberante, como um grande parque, e Dylan explicou a Trance e Rommie, que o acompanhavam, que ali outrora havia uma espécie de santuário ecológico para turistas. Eles encontraram as ruínas de um cemitério Vedran, com as lápides dispostas em círculo ao redor da que parecia pertencer à líder (a sociedade Vedran era predominantemente matriarcal), e souberam que aquele planeta tinha um significado especial para aquela espécie.
Não demorou muito e foram atacados por guerreiros Kalderans, que de alguma forma os haviam seguido. E, enquanto trocavam tiros com os atacantes, viram outro grupo de guerreiros, que montavam cavalos e empunhavam lanças de força. O que os fez pensar em remanescentes da Alta Guarda. Os recém-chegados os tomaram como invasores, e só depois de algum tempo perceberam que estavam do mesmo lado. Durante a escaramuça, chegaram mesmo a ver a figura que se movia como uma sombra entre as árvores, respondendo ao fogo inimigo, ao que parecia utilizando um dispositivo de “tesseract” (teletransporte) para se mover tão rápido.
A líder, uma jovem bonita chamada Maya, explicou-lhes que ela e seu grupo tinham a função de defender Ral Parthia desde que os Vedrans partiram.
Dylan ficou sabendo, então, que havia ali um baluarte da Alta Guarda, estabelecido por uma missão Vedran, e que depois de sucessivos ataques Kalderans, os Vedrans haviam partido em busca de reforços, deixando um deles, uma general de nome Uxulta, para proteger o local. Era uma guerreira destemida, e ensinara um grupo de nativos como lutar com as lanças de força, bem como outras coisas de importância para que pudessem sempre rechaçar invasores. É que ali havia certos segredos Vedrans que tinham que ser preservados, sem falar das riquezas naturais do próprio planeta.
Então Rommie os chamou. Havia encontrado alguns sinais de uma substância azul, identificada como sangue Vedran. O que preocupou Dylan, que instintivamente quis ajudar Uxulta. Ele tinha um impulso natural de sempre proteger os Vedrans, seus patrícios, mesmo com o risco da própria vida, e, seguindo as indicações de Maya encontrou uma caverna, em cujo interior havia uma espécie de laboratório, e então a viu ...
Ela estava bastante ferida, e Dylan resolveu levá-la para bordo da Andrômeda.
Quando, mais tarde, Dylan perguntou a ela sobre Tarn Vedra, ela não quis dar muitas informações, e disse que só poderia ajudá-lo se ele colaborasse com a missão dela: destruir Ral Parthia. Ela precisava impedir que caísse nas mãos dos Kalderans.
Dylan resistiu. Precisava saber como encontrar Tarn Vedra, mas ao mesmo tempo sentia-se compelido a obedecer a uma ordem Vedran. Mas ele também percebeu que a detonação de uma bomba Nova – era o que Uxulta queria – poderia por em risco a Andrômeda, e isso ele jamais permitiria. Ele precisava restaurar a Comunidade, e sua nave era o único recurso que possuía, além de ser também seu único elo com seu passado ... sem falar das vidas de seus companheiros, sua única família desde que retornara da “morte”.
Ele acabou ficando, por assim dizer, entre a cruz e a espada, pois também não podia permitir que Andrômeda fosse usada para destruir um baluarte da Alta Guarda.
Ele foi duramente ameaçado, mas não cedeu. Afinal, já fora enganado antes ... e se fosse uma armadilha? Não! A Comunidade era mais importante para ele.
Então, surpreendentemente, a Vedran mudou de atitude, e o aprovou pela sua aparente “rebeldia”. Ela lhe disse que aquela sua decisão era digna do valoroso oficial do mais alto escalão da Alta Guarda que era. Nada devia demovê-lo da missão que ele se propusera a cumprir. Nem mesmo o desejo ardente de um filho perdido de reencontrar o seu lar ...
Ela então pediu que a deixasse cumprir sua própria missão, levando ela mesma uma bomba Nova em uma nave-tanque, sozinha, enquanto a Andrômeda se afastava de Ral Parthia levando os poucos habitantes para instalá-los em outro local. Maya mostrou-se um pouco triste, pois Ral Parthia era seu lar, mas acabou compreendendo.
Antes de embarcar para sua última missão, Uxulta disse a Dylan suas últimas palavras:
“Acalme o seu coração, Dylan Hunt. Em Tarn Vedra, temos acompanhado com atenção a sua jornada. Temos visto suas batalhas e suas conquistas. E estamos muito orgulhosos de você, nosso filho mais valoroso.”
Ela fez uma continência solene, e ele, emocionado, retribuiu a saudação em posição de sentido, os olhos marejados. Aquelas palavras trouxeram uma esperança ao seu coração ... de que sua amada Pátria ainda existia, e ele iria poder voltar um dia.
Mais tarde, Andrômeda deixou Ral Parthia, e pela tela da Ponte, eles viram, em silêncio, a pequena nave de Uxulta descer na superfície. Porém, o que se seguiu, não pareceu ser a explosão de uma bomba Nova, e sim, um gigantesco portal de turbilhão ... e todo o sistema de Ral Parthia desapareceu.


Última edição por Myriam Castro em Qui Jun 04, 2009 7:54 pm, editado 2 vez(es)

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Re: A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

Mensagem  Myriam Castro em Qui Jun 04, 2009 7:48 pm

Eis que ao ver esse episódio, eu comecei a pensar no que realmente acontecera com Tarn Vedra, que desaparecera misteriosamente das rotas de turbilhão, após a Queda da Comunidade. E explicava também o desejo íntimo que Dylan tinha de rever sua pátria, cuja lembança fazia a emoção saltar aos olhos dele ...
Se vocês repararem bem, Uxulta deve ter acionado algum dispositivo que abriu portais de turbilhão, um após outro, como uma reação em cadeia, que teleportou todos os planetas, um a um.
Quem tiver esse episódio gravado, reveja e terá a mesma impressão. Os planetas saltaram exatamente como fazia uma nave, através de um portal de turbilhão.
(Isso se baseia em leis da Física Quântica ... não sei muitos detalhes).

A cena em que Uxulta disse aquelas palavras encorajadores para Dylan, foi emocionante ... viram a expressão do rosto dele? bounce

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Re: A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

Mensagem  mara em Sex Jun 05, 2009 10:37 am

Kevin disse, enquanto comentava o episódio, que este evento ajudou muito Dylan a amadurecer. Como disse Uxulta, ela entendia que o filho queria voltar pra casa, mas que havia muito a fazer e que os Vedrans estavam a par dos esforços de Dylan. Essa declaração fez Dylan se lembrar de quem era e de seus deveres. Por outro lado, o idealismo meio inocente que ele tinha sobre os Vedrans, que beirava a adoração cega, deu lugar à madura constatação de que eles não eram perfeitos e nem precisavam ser.
Não sei se planetas podem passar por portais segundo a Física Quântica, Myriam, mas sei que existem os warmholes, portais de tempo e dimensão.
A atriz que faz Uxulta é muito bonita e volta na 4a. temporada como Aurelia, a profetiza cega que morre nos braços de Dylan.
Um belo episódio e um resumo incrível, Myriam! :good:

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Re: A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

Mensagem  Myriam Castro em Sex Jun 05, 2009 2:32 pm

É, eu também entendi que Dylan passou por uma espécie de "tratamento de choque", ao confrontar uma oficial Vedran - essa raça era quase de deuses para ele ... - recusando-se a usar sua nave para tal tarefa.
Ele percebeu mesmo que os Vedrans não eram perfeitos ... seu poder residia não somente em arteftos bélicos, apesar de terem criado naves como a própria Andromeda, mas na esfera intelectual, científica e cultural, creio eu.
Creio também que a esperança de rever seu planeta natal um dia, foi o principal fator que motivou Dylan a lançar-se na grande cruzada para restaurar a Comunidade. Acho mesmo que, se não conhecesse Beka e os outros, ele tentaria sozinho, sendo como era.
Também acho improvável que todo um sistema planetário seja teleportado, no sentido estrito de turbilhão ... pode ser o que você diz, algo a ver com atravessar dimensões.
Eu também gostei muito desse episódio. :study:

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Re: A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

Mensagem  Myriam Castro em Sab Jun 06, 2009 9:42 am

E mais uma coisa ... repararam em como Dylan estava impressionante, quando cavalgava? Com a lança de força em punho, ele parecia um daqueles calaveiros medievais, saído de um romance do tipo "Ivanhoe", que corria para salvar as donzelas em perigo ...

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Re: A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

Mensagem  mara em Sab Jun 06, 2009 1:40 pm

Ah Myriam, que lembrança linda! ele tem um porte de cavaleiro nobre, não?...embora Kevin tenha nos dito na convenção que cavalgar em Avenging angel o deixou dolorido... Twisted Evil

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Re: A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

Mensagem  Convidad em Dom Jun 07, 2009 10:33 am

Obrigada pela sugestão, Myriam! Seria mesmo interessante rever o episódio!

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Re: A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

Mensagem  Convidad em Dom Jun 07, 2009 10:35 am

mara escreveu:Ah Myriam, que lembrança linda! ele tem um porte de cavaleiro nobre, não?...embora Kevin tenha nos dito na convenção que cavalgar em Avenging angel o deixou dolorido... Twisted Evil
Eu sei fazer uma massagem maravilhosa!!!!!!!!! Se ele ficar dolorido de novo, ofereço meus préstimos, e sem custo...

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Re: A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

Mensagem  mara em Dom Jun 07, 2009 11:55 am

Too late, baby! :lick: :whistle:

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Re: A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

Mensagem  Myriam Castro em Dom Jun 07, 2009 3:23 pm

Ora essa!
Mas vocês não têm jeito, mesmo ... :lol:

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Re: A SAGA - II-18 - The Fair Unknown

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