A SAGA - IV-04 - Double or Nothingness

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A SAGA - IV-04 - Double or Nothingness

Mensagem  Myriam Castro em Ter Nov 10, 2009 6:50 pm








capturas legais começando com esta:
http://s953.photobucket.com/albums/ae17/galeria-saga-andromeda/?action=view¤t=404_cap001.jpg




IV – 04 - DOUBLE OR NOTHINGNESS
DOBRO OU BAGATELA

História original de John Whelpley


“Quando estiverem morrendo, diga-lhes uma charada.
E quando eles rirem,
Deixe os deuses da Natureza terminar o que começaram.”

Sigma Te – Diretor de Arquivos Culturais
Biblioteca Universitária - CY 760



Dylan e seus oficiais assistiam em silêncio as cenas de uma violenta batalha, travada ao largo do sistema Almagast, local bastante conhecido por capturar soldados, mercadores e outros viajantes incautos e encerrá-los em cavernas no subsolo, onde eram escravizados. Sabia-se que Almagast estava atualmente sob o domínio de renegados Nietzscheans.
A majestosa nave de guerra da Comunidade, da classe Herança, chamada “Lancers Hope” estava em grande desvantagem numérica, e lutava bravamente. Mas não conseguiu ...
Um pesado silêncio caiu sobre Dylan e seus companheiros, ao ver as imagens da magnífica nave partir-se ao meio sob o fogo inimigo e explodir. Havia destroços e cápsulas de fuga por toda parte. Eram imagens de algumas horas atrás, e a perda da Lancers Hope, com milhares de vidas a bordo, deixou todos pesarosos.
O piloto que trouxera o flexi com aquelas imagens lamentava não ter estado lá e lutado ao lado de seus camaradas, mas Dylan o consolou, dizendo a ele que era seu dever cumprir a missão de levar as notícias e alertar a Frota. Ele pediu ao Capitão que o ajudasse a resgatar os sobreviventes, e a Andrômeda partiu para lá.
Ao se aproximar de Almagast, foi saudada por dois Nietzscheans esquisitos – suas roupas pra lá de exóticas arrancaram comentários sarcásticos de Beka e Harper - que se diziam proprietários de uma agência de “viagens e turismo”. E quando Dylan lhes perguntou se tinham detectado naves na área, eles negaram como que surpresos, alegando que havia mais de 80 anos não se tinha registro de batalhas naquele quadrante. E que não houvera nenhuma recentemente.
O que pôs Dylan bastante desconfiado de que a história estava mal contada.
Ele resolveu descer sozinho, em um Slipfighter, e o soldado o acompanhou em outra nave semelhante. Ao entrar na atmosfera, ambas as naves tiveram problemas, sendo perseguidas por caças Nietzscheans, e o soldado foi abatido. Dylan também foi atingido, e teve que fazer um pouso forçado.
Enquanto isso, na Andrômeda, a IA informou que perdera o sinal de Dylan, e que detectara uma tempestade solar se aproximando, originada da estrela central do sistema. Beka manobrou a nave para o outro lado do planeta, para protegê-la dos ventos solares, e os sensores falharam por alguns segundos.
Mas Trance sabia que Dylan estava vivo, porque Andrômeda continuava operacional. Nada podiam fazer, senão aguardar.
Lá embaixo, na superfície, Dylan entrou em um complexo sistema de cavernas, e tentou contactar sua nave, sem sucesso.
Então surgiram os dois Nietzscheans, que se apresentaram como Shig e Lipp-Set e o cumprimentaram, mas, quando o planeta começou a ser sacudido por tremores, o acusaram de ordenar um ataque. Dylan protestou, mas eles tinham até provas, e ele pediu-lhes que o deixassem retornar à Andrômeda. Eles insistiram para que ele fosse numa de suas naves, e ele acabou concordando, a contragosto.
Ele embarcou na estranha nave, cuja tela principal pareceu se distorcer, e ao decolar, foi novamente perseguido, e teve que ejetar para escapar da morte. Mal chegou novamente à superfície, os dois o capturaram, dominando-o com um bastão de choque.
Quando recobrou os sentidos, Dylan se encontrava numa espécie de arena, e havia estranhas máquinas ao seu redor, com telas e painéis, e podia ouvir uma cacofonia de vozes que tagarelavam em diversas línguas diferentes.
Os dois estranhos passaram a fazer uma espécie de jogo psicológico com ele, acusando-o de atacar o planeta, e em julgamento sumário determinaram sua execução. Mas ele se aproveitou de um momento de distração e conseguiu escapar.
Viu-se então em outra situação, frente a alguns tipos nada amigáveis, com jeito de mafiosos, que o agrediram, obrigando-o a derrubá-los para se defender ...
E Andrômeda, diante da ameaça da tempestade, acionou um sistema de defesa interno que consistia em liberar gases alucinógenos por toda a nave, e Harper e Beka sentiram seus efeitos. Harper se via fisicamente deformado, e Beka começou a distribuir ordens, imitando exatamente a maneira de Dylan ...
Dylan chegou a ver sua própria mãe, a figura altiva e bondosa, chamando-o pelo nome, e em seguida desaparecendo como uma miragem. Ele chegou à conclusão que havia o dedo dos Coletores e dos Nietzsheans metidos naquela brincadeira. Resmungou algo como “o jogo acabou”, e virou uma pistola para seu próprio peito, puxando o gatilho ...
Até que acordou sobressaltado no Deck Médico de bordo, com Rommie esclarecendo que ele não tinha conseguido sair da nave e acabara também atingido pelos tais gases ...
Então surgem situações tão absurdas, que Dylan teve certeza de que os dois Nietzscheans estavam tentando confundi-lo, talvez com o objetivo de “tirá-lo do caminho”. Logo Dylan foi colocado em situações das quais teve que usar de toda a sua habilidade e astúcia para escapar. Por fim, ele resolveu dar àqueles pilantras um pouco de seu próprio veneno ...
Haviam-no amarrado a uma cadeira e ele estava diante de uma espécie de “júri virtual”, cujos participantes agiam mais como jogadores em um cassino do que como agentes da Lei. Ele então, dirigindo-se aos dois Nietzscheans, propôs-lhes que participassem do jogo com ele. Ele apostaria aquilo que estava acostumado a arriscar desde que saíra de Tarn Vedra ... sua vida. Se ganhasse a última rodada, queria a libertação de todos os prisioneiros e escravos de Almagast – sim, ele sabia de toda a verdade – acabando por colocar os dois em xeque.
Os Nietzscheans não tiveram como se safar, e aceitaram o desafio, porém disseram a ele que sua luta final não seria contra eles, mas sim contra si mesmo.
De volta à Andrômeda, Dylan conversava com Rommie, e contava a estranha experiência que tinha vivenciado em Almagast (ou será que não ...?). Então, em determinado momento da narrativa, ele se aproximou da avatar, sussurrando-lhe que sentira muito sua falta, e inclinou-se como se quisesse beijá-la ... até que surgiu um “clone” dele próprio, desafiando-o a vencê-lo num corpo-a-corpo.
Os dois entraram em luta, e Rommie observava atentamente, registrando e analisando tudo ... ela tinha detectado as variações orgânicas típicas de Dylan, quando ele se aproximara dela com “segundas intenções”, e agora passava seus sofisticados sensores pelos dois combatentes.
Até que não teve dúvidas. Sacando sua lança de força, apontou para um deles e disparou ... e viu o indivíduo abatido transformar-se naquela estranha matéria enegrecida muito sua conhecida ...
Mais tarde, Dylan explicara a ela o porquê de ter agido daquela maneira quando estavam sozinhos – ele queria que ela gravasse suas reações fisiológicas naquele momento para compará-las com as de seu oponente, se é que ele as tinha.
Era evidente que só existia um Dylan Hunt ...
Horas depois, a Andrômeda deixava o sistema Almagast, e junto com ela, dezenas de Slipfighters - a guarnição da Lancers Hope, sem dúvida, que levava consigo todos os que estiveram prisioneiros nas cavernas de Almagast.


Última edição por Myriam Castro em Dom Nov 22, 2009 11:54 am, editado 2 vez(es)

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Re: A SAGA - IV-04 - Double or Nothingness

Mensagem  Myriam Castro em Ter Nov 10, 2009 6:58 pm

Episódio intrigante, não?
Impressionante a sequência da magnífica Lancers Hope, em plena batalha, e depois sendo abatida pelo inimigo.
Engraçados aqueles dois Nietzscheans malucos ... o que o Abismo não fazia para tentar destruir Dylan ... tsc, tsc ...
E deu para perceber de quem Dylan herdou sua figura alta e elegante ... de sua mãe.
E interessante o final, quando ele fez com que Rommie registrasse as variações de seu ... hã ... biorritmo, para comparar com o clone.

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Re: A SAGA - IV-04 - Double or Nothingness

Mensagem  mara em Qua Nov 11, 2009 9:27 am

Que gostoso, Myriam! Esse episódio é bem maluquinho, não? Mistura tudo: as cenas de batalha que você mencionou, a emoção de dylan por ver sua mãe (uma senhora muito elegante, por sinal), a luta com as cadeiras no estilo Hércules, o jeito meio a la capitão Kirk de falar com os dois pirados... e o final com rommie é tão engraçado! Assim como a forma de rommie descobrir em quem atirar...
Delícia, Myriam!

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Re: A SAGA - IV-04 - Double or Nothingness

Mensagem  Convidad em Seg Nov 16, 2009 10:54 pm

Hum, ótimo! E colagem linda!

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Re: A SAGA - IV-04 - Double or Nothingness

Mensagem  mara em Ter Nov 17, 2009 7:42 am


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Re: A SAGA - IV-04 - Double or Nothingness

Mensagem  Myriam Castro em Ter Nov 17, 2009 3:33 pm

E quanto a Rommie, examinando atentamente os dois combatentes ... e sabendo que só um era o verdadeiro Dylan ...
Pra ela foi fácil! Afinal, ela já estava bem "familiarizada" com cada detalhe de Dylan, físico e biológico - vide as longas horas praticando aquela sua "mão-boba virtual" ... - e foi só combinar os dados que já tinha com os que o próprio Dylan lhe "forneceu".

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Re: A SAGA - IV-04 - Double or Nothingness

Mensagem  mara em Ter Nov 17, 2009 3:58 pm

Ela bem que usa aquela mão-boba-virtual demais pro meu gosto, Myriam!

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Re: A SAGA - IV-04 - Double or Nothingness

Mensagem  Myriam Castro em Ter Nov 17, 2009 4:28 pm

Concordo com você ... um pouco demais!

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Re: A SAGA - IV-04 - Double or Nothingness

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