ANDROMEDA, A SAGA - IV-17 - Abridging The Devil's Divide

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ANDROMEDA, A SAGA - IV-17 - Abridging The Devil's Divide

Mensagem  Myriam Castro em Sab Jan 16, 2010 4:08 pm




Um monte de colagens lindas começando aqui:
http://s953.photobucket.com/albums/ae17/galeria-saga-andromeda/?action=view¤t=417_cap000.jpg



IV – 17 - ABRIDGING THE DEVILS’ DIVIDE
INTERLIGANDO O DIVISOR DO DIABO

História original de Gordon Michael Woolvett


“Bata, bata, bata na porta do Diabo,
Não o convide para o jantar.
Suas feras virão atrás de mais.”

Alta Sacerdotisa Misabo Ahn, no Conselho de Guerra do Triunvirato.
CY 10091


Enquanto estavam numa missão de reconhecimento a bordo da Maru, Dylan, Rhade e Harper se viram perseguidos por naves Templárias.
Quando as naves perseguidoras atacaram, Dylan soube que o poder de fogo da Maru não seria capaz de sobrepujar o dos perseguidores. E Dylan não queria de modo algum revelar a localização da Andromeda, pois não sabia qual era o efetivo de que dispunha o inimigo. Assim, ele enviou uma breve mensagem via implante, para que ficassem a postos, e continuassem a rastrear os traficantes de armas que vinham procurando há semanas.
Ele ordenou a Rhade que os levasse em turbilhão, mas, assim que a Maru emergiu, caiu na armadilha do inimigo, e foi abordada.
Eles se esconderam em um compartimento cuja porta era do tipo holográfica (fora idéia de Harper instalar esse recurso), mas logo os invasores encontraram Harper e o levaram. Dylan sacou sua arma e quis libertar o engenheiro, mas Rhade o deteve, dizendo que um deles devia permanecer oculto, e que ele, Dylan, era muito importante para se arriscar. O jovem Nietzschean se ofereceu como isca, e foi também capturado. Isso deu a Dylan tempo para se esconder e planejar o que fazer para resgatar seus amigos.
Os captores trataram Rhade de forma brutal, aplicaram-lhe um dispositivo de contenção e o levaram. Um dos soldados assumiu os controles da Maru e a nave foi levada para a base inimiga, onde tomaram as devidas providências para que lá permanecesse.
Silencioso e furtivo como um gato, Dylan se esgueirou pára fora do tubo de ventilação onde se escondera, e, deslizando como sombra pelo hangar, procurou um meio de entrar naquela fortaleza sem ser percebido.
Enquanto isso, Harper e Rhade eram levados à presença do Patriarca, seu velho conhecido – o tal que dizia ser a Almirante Stark em outro corpo - , que, olhando de um para outro, perguntou sobre o terceiro homem, já que haviam sido detectadas três formas de vida a bordo da nave. Ele sabia muito bem quem era o terceiro.
Dylan Hunt.
É claro que Harper e Rhade não revelaram coisa alguma. Patriarca encarou Rhade com um olhar de puro ódio, e ia matá-lo, se Harper não interferisse. Ele então, ordenou que levassem o Nietzschean para as minas. Quanto a Harper, ele sabia que o pequeno terráqueo era um dos maiores gênios da Comunidade, e convenceu-o a construir uma ponte ligando aquele planeta à sua lua, pois, segundo ele, isso possibilitaria a criação de um exército para combater os Magogs que se aproximavam. Harper resistiu, mas a visão de seu amigo sendo torturado com descargas de energia o fez ceder, e ele se submeteu ao inimigo. Ao ver a grande sala onde se trabalhava na tal ponte, Harper engoliu em seco. Aquela ponte não era para simplesmente ligar o planeta à sua lua ... era para ligá-lo à lua do futuro. Era uma ponte do tempo!
Enquanto isso, Andromeda tinha perdido o sinal da Maru. Trance, preocupada com Dylan, sugeriu que se guiassem tomando como referência as últimas coordenadas da pequena nave, e Beka saltou em turbilhão.
Dylan viu alguns containeres do lado de fora da entrada da fortaleza, e ao abrir um deles, constatou que estava cheio de componentes que entravam na fabricação de pistolas e lanças de força. Ele começou a desconfiar que aqueles caras tinham contato com os tais traficantes que ele procurava. Foi quando uma sentinela o descobriu, mas ele conseguiu colocá-lo fora de combate, vestiu o uniforme dele e entrou na fortaleza.
Misturando-se aos outros soldados, ele seguiu pelos corredores escuros, e entrou em contato com Harper pelo implante, pedindo a ele que conseguisse um registro do arquivo da central de dados.
Beka viu algumas naves que sabia serem de traficantes, e as seguiu, mas, quando preparou-se para saltar atrás delas, elas subitamente alteraram o curso e rumaram direto para a Andromeda, pulverizando-se ao colidir com a nave de guerra.
Voltaram à estaca zero ... até que Beka viu, entre os destroços das outras naves, lanças de força e partes de diversos outros tipos de armas. Estranho ...
Entrementes, Harper, dando uma de bajulador, conseguiu pegar um cartão de dados e o passou para Dylan num dos corredores. E quando Dylan acessou o conteúdo do cartão, viu o projeto da ponte e várias informações que provavam algo perturbador: os Templários eram os traficantes de armas que procurava!
Mas ... para quê desmontavam as armas? ... Simples: usavam as partes delas para construir a tal ponte do tempo!
A voz do Patriarca o interrompeu. Ele tentou se esconder, mas já era tarde. Estava na mira dos soldados.
O Patriarca lhe disse que sabia de tudo sobre ele ... que fora considerado traidor do próprio povo e fora expulso da Comunidade, desonrara a Alta Guarda, etc. etc. Dylan nada disse. Sabendo que o Capitão não temia coisa alguma, ele ameaçou matar Harper e Rhade, o que obrigou Dylan a se entregar.
Aplicaram nele um dispositivo de controle e o levaram para as minas.
Ele pode ver de perto como os Templários eram cruéis escravagistas, principalmente com aquelas raças que eles não consideravam “puras”. Ele presenciou uma forma especialmente desumana de tortura, quando viu um dos trabalhadores ser retirado de um local denominado “depurador”, uma câmara de reciclagem de ar por onde passavam gases altamente tóxicos, e da qual poucos, segundo soube, saíam vivos ...
Mas ficou sabendo também que a tal câmara tinha comunicação com o exterior da fortaleza. E assim, comunicou-se com Harper e Rhade, e bolaram um plano.
De repente, Dylan recusou-se a continuar trabalhando, a menos que lhe retirassem aquele dispositivo de controle. O feitor o ameaçou, chegando a aplicar-lhe uma descarga de choque, mas ele permaneceu irredutível, enfrentando o olhar de ameaça do feitor.
Chamaram o Patriarca, e nem com ameaças, conseguiram que ele voltasse ao trabalho. E com ele, todos os outros também tinham interrompido as atividades. O Patriarca ficou furioso, e fez que ia matar Dylan, mas Harper colocou-se na frente, e prometeu que ele e sua equipe dobrariam de turno, se poupassem Dylan. O Patriarca concordou, mas ordenou que levassem Dylan para o depurador.
Horas depois, Dylan ainda estava dentro da câmara, sentindo-se como se seus pulmões estivessem sendo cozidos, quando um dos trabalhadores veio conversar com o guarda, e passou sub-repticiamente uma certa ferramenta para o prisioneiro. Um bastão de solda! Enquanto o sujeito distraía o guarda, Dylan conseguiu soldar as barras do fundo da câmara e arrastou-se para fora.
Ele logo viu a Maru, e embarcou sem ser visto. Num instante estava longe, com alguma batedores na sua cola. Começou então a emitir sinais para a Andromeda, torcendo para que estivesse próxima. Ele se sentia cada vez mais fraco, e tinha dificuldade para segurar os manches com a firmeza necessária.
Seus pulmões queimavam por causa das toxinas, e ele mal conseguia respirar. Sua cabeça girava, os pensamentos tão confusos, que não ouviu a voz da IA da Maru retransmitindo a mensagem. O Patriarca ... ele ...
Dylan perdeu os sentidos sem chegar a ver o vulto gigantesco e protetor de Andromeda se aproximando ...
Beka emergiu do turbilhão e imediatamente reconheceu a Maru. Indagou à IA se havia alguém a bordo, e a nave respondeu que sim, mas que os sinais vitais eram perigosamente baixos ...
Beka virou-se para Trance, e mal abriu a boca, e a outra já tinha desaparecido como por encanto, tão rápido se moveu.
Mais tarde, Dylan recobrava lentamente a consciência, enquanto as toxinas eram removidas de seu organismo. Ele respirou fundo, e disse que o Patriarca era o líder do tráfico de armas naquele quadrante. Contou sobre a ponte temporal, e que precisava retornar para resgatar Harper e Rhade e destruir aquele artefato. Nunca era fácil! ...
E ele retornou, acompanhado por Rommie. Foi fácil passar pelos guardas, e não demoraram a localizar Harper e Rhade.
A ponte já estava pronta para ser acionada, e Dylan ordenou a Harper que a destruísse. Mas qual não foi sua surpresa, quando o engenheiro respondeu que não, que queria vê-la funcionar, podia ser-lhes útil. Dylan ficou bravo, e repetiu a ordem.
Nesse instante, o sistema foi colocado em funcionamento, e eles viram um portal interdimensional abrir-se dentro do laboratório ...
E de repente começaram a surgir guerreiros Magogs, que saltavam em rápida sucessão!
A correria foi geral. Dylan e os seus se abrigaram atrás de um painel e respondiam ao ... fogo? ...
Dylan notou que os Magogs pareciam ter evoluído. Viu que eles pareciam também mais ferozes do que nunca, e a mortandade foi grande ... três deles imobilizaram o Patriarca, e acabaram por matá-lo a golpes de garras afiadas. Alarmado, chamou seus companheiros e correram todos para a Maru, enquanto ele sinalizava para a Andrômeda destruir a fortaleza.
Depois de resgatar os sobreviventes do massacre, a Maru se afastou à toda, e Andromeda, com um único disparo, destruiu não só a ponte, mas toda a lua, e de quebra, a fortaleza inimiga lá embaixo, no planeta.
Enquanto se dirigia para sua nave, Dylan pensou na última coisa que viu lá embaixo ... os Magogs avançando sobre o Patriarca e fazendo-o aos pedaços.
Mais tarde, o Capitão e os outros chegaram à conclusão que não demoraria muito e alguém acabaria conseguindo construir outra máquina daquela. Os Magogs já estavam naquela galáxia, e a situação era mais do que crítica. Eles teriam que combatê-los, e provavelmente estariam de novo sozinhos ...
Harper e Rhade conversavam no Deck de Observação. O engenheiro perguntou se o outro acreditava no Diabo. Ao que o Nietzschean, sabiamente, disse que sim ... o Diabo podia dominar qualquer um, desde que se lhe desse uma chance. A luta era constante, o Mal estava sempre tentando controlar o cérebro; mas podia ser combatido com o Coração.


Última edição por Myriam Castro em Ter Ago 21, 2012 8:39 pm, editado 2 vez(es)

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Re: ANDROMEDA, A SAGA - IV-17 - Abridging The Devil's Divide

Mensagem  Myriam Castro em Sab Jan 16, 2010 4:26 pm

Mais um episódio de autoria de Gordon (Harper). Como sempre, muito interessante ...
Sinistro, o fato de que aquele dispositivo intertemporal pudesse ter de alguma forma "acelerado" o processo de evolução dos Magogs, que sofreram mudanças em sua aparência, e adquiriram a capacidade de falar, ao invés de apenas grunhir e rosnar, além de aprenderem a empunhar armas de fogo.
Aliás, se nos lembrarmos do final da I Temporada, quando a Andromeda foi atacada por uma horda, vimos que os líderes de pelotões Magogs - como Bloodmist - sabiam falar e usavam armas, enquanto as tropas lutavam apenas com as garras e os dentes. Dylan e Rommie até comentaram o fato, ao penetrarem na Nave-Mundo para resgatar Harper, Tyr e Rev.
Entretanto, agora o processo era uma terrível realidade ... assim como a aproximação desse mortífero inimigo.
Achei muito sábias as palavras de Rhade para Harper, no final ... algo a princípio incomum de se ouvir de um Nietzschean. Harper é que era um pouco incrédulo em assuntos espirituais, talvez por ser cientista, ou talvez por ter passado uma "vida de cão" sob o jugo Nietzschean, quando ainda vivia na Terra.

A citação da aberura é de autoria da Sacerdotisa Misabo Ahn.
Lembram-se dela ...? Era aquela mulher que vivia no oráculo em simbiose com um outro ser, no início da Temporada (Episódio 02 - Pieces of Eight).
Ao que parece, depois que Dylan os libertou, eles passaram a ser ligados ao Triunvirato da Comunidade.

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Re: ANDROMEDA, A SAGA - IV-17 - Abridging The Devil's Divide

Mensagem  mara em Dom Jan 17, 2010 8:43 am

Esse episódio mostra também o lado mau-cientista de Harper, que, em nome da curiosidade, põe em risco o universo, por desconhecer as consequências de sua descoberta.
Mas Harper aprende com a lição, humildemente.
No final, na sala de Dylan, ele fica apavorado quando se sente ameaçado pelo "chefe"... Harper não é muito mais do que um rapaz solitário e precisando de amigos... é aí que o lado cientista se desconecta.
E também é o final da almirante Stark, que um dia foi bem intencionada e se perdeu ao longo dos séculos...
Muito legal, Myriam, obrigada, querida! Uma delícia!

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Re: ANDROMEDA, A SAGA - IV-17 - Abridging The Devil's Divide

Mensagem  Myriam Castro em Dom Jan 17, 2010 3:04 pm

Engraçado foi o bate-boca entre Harper e Rhade, a bordo da Maru, e Dylan olhando de um para o outro, com cara de "esses-dois-não-tomam-jeito-mesmo!"
E Harper, no correr da trama, deixou suas "diferenças" de lado e arriscou o próprio pescoço para impedir que matassem Rhade.

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Re: ANDROMEDA, A SAGA - IV-17 - Abridging The Devil's Divide

Mensagem  mara em Dom Jan 17, 2010 7:20 pm

Bem lembrado, querida!

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Re: ANDROMEDA, A SAGA - IV-17 - Abridging The Devil's Divide

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