ANDROMEDA, A SAGA - IV-18 - Trusting The Gordian Maze

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ANDROMEDA, A SAGA - IV-18 - Trusting The Gordian Maze

Mensagem  Myriam Castro em Sab Jan 23, 2010 8:38 am




deliciosas capturas começando aqui:
http://s953.photobucket.com/albums/ae17/galeria-saga-andromeda/?action=view¤t=418_cap000.jpg


IV – 18 - TRUSTING THE GORDIAN MAZE
CONFIANDO NO LABIRINTO

História original de Larry Barber & Paul Barber


“Nossa vanguarda é a ponta da lança.
Então, veio o Desígnio e a chama carmesim
Lá, eles ainda esperam.”

Discípulos de Qhatch - CY 0417


Uma pequena nave de transporte, com as insígnias de Tri-Jema, aproximava-se da Andromeda.
Dylan sabia que aquilo significava somente uma coisa: Tri-Jema sabia onde eles estavam, e era apenas uma questão de tempo até que a frota da Comunidade os interceptasse.
Pelo comunicador nave-a-nave, veio a voz aveludada de uma mulher, que se identificou como Indra Xicol. Dylan e Beka se entreolharam. Ambos já haviam ouvido falar nela ... era uma espiã altamente eficiente, e capaz de matar alguém enquanto dormia. Isso confirmou as suspeitas de Dylan.
Mas, como sempre, o Capitão tinha um plano, e resolveu colocá-lo em prática. Seus olhos azuis cristalinos pareceram desprender fagulhas, e todos ali já sabiam que aquele olhar revelava sua imbatível determinação. Ele jamais se entregaria, ou entregaria Andromeda, para um bando de mafiosos ou políticos corruptos, especialmente porque sabia que todo aquele processo contra ele fora uma pérfida armação de Pish Tryan e sua corja de Coletores.
Bem, ele e os seus leais companheiros preferiam continuar exilados, a permitir que fossem manipulados por grupos inescrupulosos. Cedo ou tarde, a verdade viria à tona, e eles poderiam retornar às fileiras – afinal, os Magogs estavam muito perto.
Além disso, ele também sabia o que Tri-Jema verdadeiramente queria: o mapa da Rota da Eras. Bem, ele, Dylan Hunt, iria providenciar isso ...
Ele sinalizou para Rhade, que estava em um Slipfighter a pouca distância dali, e disse para ficarem todos a postos, que o show ia começar.
Indra Xicol desembarcou. Ao vê-la, Dylan compreendeu por que Tri-Jema tinha enviado logo ela. Era uma mulher deslumbrante e sensual, e, conhecendo-o como a Triúnvira o conhecia, sabia que ele ficaria impressionado ... para não dizer outra coisa.
Ele sorriu para ela, todo galanteios, como fazendo o jogo dela, mas o que ela – e nem mesmo Tri-Jema – sabiam, era que ele também fora espião, quando servia na Argosy, há mais de 300 anos. Portanto, ele sabia muito bem onde estava pisando.
Indra Xicol saudou-o, cortês, e, retribuindo o sorriso, entregou-lhe um pequeno estojo. Ele o abriu, e dentro estavam suas insígnias de platina, de Capitão da Classe Herança da Alta Guarda, as mesmas dadas a ele, há séculos, pela Almirante Constanza Stark, e que lhe tinham sido tomadas quando fora preso em Tarazed e levado à Corte Marcial. Ela acrescentou que Tri-Jema a enviara como “agente de protocolo”, para procurá-lo e dizer-lhe que o perdoava e o aceitava de volta às fileiras.
Pronto, pensou Dylan ... a isca fora lançada. E ele fingiu mordê-la.
Quando Indra mencionou o mapa, ele disse que fora roubado. Ela não acreditou, pois achava estranho algo simplesmente sumir da poderosa Andromeda, mas Dylan lhe explicou que piratas haviam inserido um vírus nos sistemas da avatar para desconfigurar a IA, e acabaram extraindo dali a cópia do mapa. Mas que ele já estava providenciando as medidas para recuperá-lo.
Foi então que Rhade entrou em ação. Simulando estar com sua pequena nave avariada por ter tentado atravessar o labirinto e fracassado, ele retornou à nave e quase não conseguiu atracar no hangar. Tudo parte do plano, claro, com um pequeno “ajuste” do engenhoso Harper ...
Dylan fingiu apreensão, certificou-se de que Rhade não fora ferido, e convidou Indra para acompanhá-lo em uma incursão a um certo local, onde ele disse que amigos seus tinham uma outra cópia do mapa. Ele tinha feito isso por medida de segurança, e agora se mostrava útil. É claro que ela concordou em acompanhá-lo.
Antes de embarcarem na Maru, Trance avisou Dylan para tomar cuidado com ela ... era perigosa, e poderia até mesmo matá-lo. Dylan sorriu, e garantiu que estaria atento.
Beka e Harper bem que queriam ir também, mas Dylan não permitiu, e levou somente Rhade com ele.
Havia mesmo um traiçoeiro labirinto, e eles tinham que atravessá-lo para chegar ao esconderijo de Calvino e Astrid, os amigos de Dylan. Durante a viagem, Indra tentou puxar assunto com Dylan, talvez especulando sobre o porquê de um homem tão galante e atraente como ele continuava sozinho, mas ele não se abria muito com ela, embora lançasse olhares e meio-sorrisos verdadeiramente encantadores para a moçoila. Ela parecia também muito impressionada com ele, e chegou até a segurar-lhe a mão – o que arrancou sorrisinhos maliciosos de Rhade ...
Eles aterrissaram na entrada de uma caverna, e deram de cara com ... outro labirinto! Dylan explicou que seus amigos se escondiam ali “por causa dos bandidos”, e não deu maiores detalhes.
Eles caminhavam seguindo um pequeno dispositivo de orientação que Rhade segurava, mas não demorou muito, e o jovem Nietzschean acabou se perdendo deles. Dylan e Indra continuaram em frente, e quase caíram em uma armadilha, mas Dylan usou o recurso de rapel de sua lança de força para atravessarem sãos e salvos para o outro lado.
Não demoraram a encontrar o que procuravam. Calvino e Astrid eram marido e mulher, mas pareciam estar passando por uma crise conjugal. Um reclamava do outro, e nenhum dos dois cedia. Dylan disse que precisava do mapa, e Calvino, ao reconhecer Indra Xicol – de quem já tinha ouvido falar -, e mesmo bastante embriagado, chamou Dylan a um canto e ainda tentou aconselhá-lo a ter cuidado com aquela mulher. Ele lhe entregou uma parte do mapa, dizendo que a esposa, Astrid, estava com a outra parte. Indra Xicol não gostou nada daquilo, mas não desistiu de sua missão.
Separando-se de Dylan, Indra acabou encontrando Astrid. Ela tinha mesmo a outra parte do mapa, mas na verdade eram três partes e não duas, como ela supunha no início. Quando conseguiu reunir-se com Dylan novamente, descobriu que ele estava com a terceira parte o tempo todo. O Capitão disse que estava somente testando a confiança dela ... e enquanto se aproximava de Indra, Astrid chegou à conclusão que era melhor voltar para o seu esposo Calvino, a quem, no final das contas, amava de verdade. E recomendou a Dylan “que cuidasse bem de sua amiga”, e não sem antes dar-lhe um tapinha no traseiro, piscou para ele e foi-se embora, deixando-os a sós.
Dylan e Indra foram se aproximando mais, beijaram-se e ... não deu outra: acabaram indo para a cama.
Várias horas depois, ainda estavam juntos, quando Indra contou sua história. Ela era órfã - seus pais haviam sido mortos num ataque de Magogs, e ela fora criada longe de seu planeta natal. Dylan se sentiu tocado pelo relato dela, e então ambos se deram conta que Tri-Jema os estava testando ... mas passaram mais algumas horas “entretidos”.
Enquanto isso, a Triúnvira havia descoberto a Andromeda, e a cercara com sua flotilha, aguardando que Dylan retornasse para apanhá-lo e tomar-lhe o mapa.
Indra despertou de repente e delicadamente afastou o braço de Dylan, que ainda dormia, levantou-se silenciosamente e com passos de veludo pegou o pequeno chip em forma de flor-de-lis que continha o mapa e se foi. Mal virou as costas, Dylan abriu os olhos. Tinha visto ela sair, e embora já previsse isso, sentiu-se como se tivesse sido usado, tratado como simples objeto sexual.
Quando foi ter com Calvino e Astrid, encontrou também Rhade. E logo recebeu uma mensagem de Beka, relatando o que estava acontecendo. Eles se despediram e retornaram para a Maru, decolando daquele estranho planeta.
Como Trance previra, Indra não rumou na direção da frota de Tri-Jema, mas afastou-se, e a Triúnvira seguiu-a na nave-capitânea.
A bordo de sua pequena nave, Indra colocou o chip no terminal do módulo de navegação e o ativou. E teve uma surpresa ...
Ao invés do mapa, surgiu a imagem de Dylan, sorrindo para ela de forma insinuante, e logo assumindo uma expressão séria no rosto, disse que por um momento achou que podia confiar nela, mas sua atitude dissimulada o fez reconsiderar, e em vez de fornecer o mapa, iria oferecer a ela uma chance de deixar a desonestidade de lado e se tornar uma pessoa de bem ... ela teria bastante tempo para pensar enquanto passava pelo labirinto.
Indra seguia uma rota de turbilhão, quando subitamente surgiu à sua frente, bem em rota direta de colisão, a nave de Tri-Jema. Ela não conseguiu desviar a tempo, e seguiu-se uma explosão. E depois ... nada.
Mais tarde, na Ponte da Andromeda, Trance reparou que o olhar de Dylan parecia perdido ao longe ... e teve certeza de que Indra Xicol abalara bastante o coração dele. Mas ele sorriu, disse estar tudo bem, e feliz por Tri-Jema não ter conseguido se apossar do mapa.


Última edição por Myriam Castro em Qua Dez 15, 2010 7:55 pm, editado 2 vez(es)

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Re: ANDROMEDA, A SAGA - IV-18 - Trusting The Gordian Maze

Mensagem  Myriam Castro em Sab Jan 23, 2010 9:07 am

Esse episódio nos revelou para onde Dylan havia enviado a quarta nave-transporte com uma cópia do mapa, no início da Temporada, lembram?
Tem momentos muito interessantes ...
A começar pelo joguinho de "cerca-lourenço" que Indra estava fazendo com Dylan, e ele tentava resistir (apesar de não esconder que se sentia atraído por ela).
O aviso preocupado de Trance para que ele tomasse cuidado com ela, que, afinal, era uma espiã perigosa, que podia muito bem matá-lo. Fazia parte de sua função seduzir a "vítima" (como a famosa Mata Hari) para conseguir arrancar as informações que quisesse.
A situação pitoresca do casal de amigos de Dylan, que se amavam, mas continuavam fazendo pirraça um com o outro.
A malícia de Astrid, que ao se despedir de Dylan e Indra, deu um tapinha no traseiro do Capitão e piscou um olho para ele ...
Bem ... nosso Capitão ficou mesmo um pouco "balançado" com aquela beldade - mas esse sentimento pareceu se misturar com outro, uma certa mágoa por ter sido "usado". Decerto que ele sabia que não podia confiar nela, mas seus olhos transpareceram o que seu coração sentia ...
E o maior mistério ficou para o final: o que aonteceu com a nave de Tri-Jema? Será que explodiu de verdade? O fato é, que ela nunca mais apareceu ou foi sequer mencionada a partir desse episódio - e olhem que ela era parte do Triunvirato, ou seja, o Governo central da Comunidade!

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Re: ANDROMEDA, A SAGA - IV-18 - Trusting The Gordian Maze

Mensagem  mara em Sab Jan 23, 2010 8:04 pm

Um episódio maluquinho... mas triste, não?
Todo o mundo nele tem de fazer escolhas: a moça, Tri-Gema, os amigos de Dylan. Estes se arriscam a ser descobertos. A moça arrisca sua carreira em detrimento do sentimento que tem por dylan e Dylan perde o sentimento no qual queria acreditar.
Trance diz no final que acha que Dylan ainda não havia esquecido a moça, mas ele retruca "mas ela já terminou o que tinha comigo".
A cena da cama é tão sensual...
Valeu, Myriam, delícia!

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Re: ANDROMEDA, A SAGA - IV-18 - Trusting The Gordian Maze

Mensagem  Myriam Castro em Dom Jan 24, 2010 6:52 am

É, muuuuito sensual, não é?

E, como sempre, a colagem ... uau!!

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Re: ANDROMEDA, A SAGA - IV-18 - Trusting The Gordian Maze

Mensagem  Myriam Castro em Sex Mar 12, 2010 3:55 pm

Gostei também do engenhoso recurso da lança de força de Dylan, que podia até disparar cabos de rapel!
E engraçado o tapinha que Astrid deu no traseiro de Dylan, à guisa de despedida ...


Última edição por Myriam Castro em Sex Mar 12, 2010 7:43 pm, editado 1 vez(es)

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Re: ANDROMEDA, A SAGA - IV-18 - Trusting The Gordian Maze

Mensagem  mara em Sex Mar 12, 2010 4:35 pm

Mulher de sorte...

https://www.youtube.com/watch?v=mixDDsxLoBA

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Re: ANDROMEDA, A SAGA - IV-18 - Trusting The Gordian Maze

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