ANDROMEDA, A SAGA: V-17 - Totaled Recall

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ANDROMEDA, A SAGA: V-17 - Totaled Recall

Mensagem  Myriam Castro em Sex Jun 18, 2010 3:32 pm



ENGLISH BRIEF VERSION:
Original Air Date—8 April 2005
Dylan is gravely wounded in a lab accident, but wakes up in the bar with Harper telling bad jokes. He is confronted by a man who is wielding Dylan's force-lances and delivers a cryptic message. After a quick fight with Dylan, the man drops to the floor without apparent cause, but returns in the guise of Rhade to catch Dylan off guard, killing him swiftly. Dylan awakens on med-deck but finds that he has returned just after the accident and does not remember Trance.



CAPS/ CAPTURAS COMEÇAM AQUI:
http://s953.photobucket.com/albums/ae17/galeria-saga-andromeda/?action=view¤t=517_cap000.jpg



V – 17 - TOTALED RECALL
RECICLAGEM TOTAL

História original de Gordon Michael Woolvelt


“A porta abre. As fronteiras se encontram.
Atravesse, e você se descobrirá perdido.
Fique onde está, e não irá a lugar nenhum.”

Hasturi, o Descobridor
a.k.a. “O Perseid Louco” - AFC 217


No laboratório de Harper em Seefra, Harper e Dylan monitoravam a produção de uma substância exótica, para reativar o sistema do gerador de turbilhão da Andromeda, e Dylan se encontrava dentro da câmara experimental.
De repente, uma súbita explosão se fez ouvir lá dentro, e Dylan foi violentamente arremessado para fora, caindo com um baque no passadiço metálico. Harper, apreensivo, correu para o Capitão, falando algo sobre aquela substância ser extremamente tóxica, e fatal se atingisse a corrente sanguínea. E quando virou Dylan, viu, alarmado, uma extensa queimadura no dorso de sua mão direita, sobre a qual a substância fosforescente fervilhava. Ele resmungou um sonoro palavrão. Dylan estava atordoado, e chamou-o, dizendo algumas palavras sem sentido, sobre uma ruptura no tubo ou algo assim. Ele perdeu os sentidos e não se moveu mais. O engenheiro, aflito, nem tinha dado ouvidos às palavras incoerentes; tentou erguer Dylan para tirá-lo dali, mas o Capitão era muito pesado para ele, e não conseguiu. Então, trêmulo, emitiu um pedido de socorro para seus companheiros.
Em uma dimensão além dali, alguém acompanhava tudo de perto ... e soube que era hora de agir.
Dylan foi levado às pressas para a Andromeda, e chegou ao Deck Médico já em convulsão, debatendo-se violentamente e gritando de dor. Harper e Rhade tinham que fazer muito esforço para contê-lo. Trance constatou que o estado dele era gravíssimo. Seu coração estava inchando pelo efeito da toxina, e ela não teve outra opção senão abrir-lhe o peito para aliviar a tremenda pressão. Mas houve complicações ... ele tinha o sangue já muito saturado, e não podia nem mesmo ser anestesiado; tinham que mantê-lo consciente o tempo todo, ou ele morreria ... de forma que acabou sendo uma cirurgia muito traumática e brutal. Harper e Rhade o seguravam, Beka monitorava seus sinais vitais, chamando-o para que ele não desmaiasse, e Trance, com o instrumental na mão, executava o procedimento. O maior temor deles era perder Dylan, e apesar de aflitos em ver a dor que ele sofria, lutavam para salvar-lhe a vida.
A partir daí, Dylan vivenciou a mais terrível experiência de sua vida ... seu subconsciente, então, pareceu acionar suas capacidades de Paradine, e ele como que se “desligava” do corpo físico, enquanto, enlouquecido de dor, se debatia e delirava, entre a vida e a morte. Viu-se em diversas situações ...
Primeiro, foi abordado por um estranho chamado Elysian, que, embora não fosse exatamente um Nietzschean, cravou-lhe as lâminas no peito, e lhe propôs um misterioso enigma, que ele devia decifrar sob pena de morrer ... várias vezes, até que respondesse corretamente. Ele se contorceu de dor, a mão no peito, e desmaiou ...
Em seguida, acordou sobressaltado no Deck Médico da Andromeda, sem reconhecer Trance, e foi informado do que realmente acontecera. Segundo ela, o procedimento fora tão traumático, que precisaram fazer-lhe uma espécie de “limpeza mental”, apagando as partes da memória relacionadas com a cirurgia em si, a fim de poupá-lo da lembrança do brutal procedimento. Ele chegou a duvidar que tivesse permitido tal coisa ... mas Trance, baixando os olhos, disse que ele tinha até implorado, que fora terrível. Mas, havia mais, dissera ela, baixando o olhar ... o gerador de matéria exótica explodira, e houve muitas mortes.
Mais tarde, na Ponte, ele viu Beka, e embora ela estivesse com uma aparência estranha – parecia uma Nietzschean, com lâminas e tudo – ele não reparou, parecendo apático e alheio ao que o rodeava. Andromeda lhe informou então que nada existia nos arquivos sobre as estranhas palavras de Elysian. Beka pousou-lhe uma mão no ombro, e disse que ele não precisava ser “o herói de todo mundo”.
De repente, levando a mão ao peito, ele cambaleou e sofreu outra convulsão, e sua mente o levou para outra “viagem”.
Enquanto isso, em sua própria dimensão, Elysian vigiava atentamente ... e parecia dirigir todos os acontecimentos.
Dylan acordou novamente no Deck Médico, amarrado à cama, com Trance e Beka olhando para ele. Beka se retirou, e logo surgiu Harper com uma estranha engenhoca ... e Elysian! O Capitão entrou em pânico, ordenou que o soltassem, mas não acreditavam nele, e tentavam acalmá-lo ... e quando se afastaram dele, Elysian o torturou com descargas elétricas, que atravessavam seu cérebro dolorosamente, enquanto repetia o enigma. Outro “apagão” ...
E lá estava Dylan, teleportado por um campo de tesseract, e encontrando Doyle imóvel... e quando a chamou, ela se reativou. Ao ser indagada, ela lhe disse que nada sabia sobre o incidente, e que estava ali, naquela espécie de “cela”, há quase 100 anos! Dylan estava confuso, e, mal tocara no pão e água que o mesmo tesseract trazia para eles, acabou sofrendo outra convulsão. Ele acordou com Doyle lhe dizendo que se haviam passado alguns dias ... Doyle lhe dizia algo sobre “sonhos ruins” que ela mesma às vezes tinha. O rosto suave e pensativo dela, quando acrescentou que “o seguiria até o fim”, despertou nele um forte sentimento por ela (na verdade, até a sua conexão com Rommie – de quem, afinal, Doyle guardava parte das memórias – o afetava). Mas, depois de estudar os campos de tesseract que forneciam alimento e água, eles conseguiram sair dali, valendo-se do fenômeno da refração e ampliação do tal campo, com a água – que fora derramada no chão - como “lente”.
E havia momentos em que ele via luzes difusas sobre si, e ouvia vagamente as vozes de Beka e Trance, chamando-o insistentemente para que “voltasse”. Ele gritava, mas não conseguia se livrar das mãos que o seguravam ... ele queria dormir, mas não deixavam, sentia seu peito ser “rasgado”, e se debatia com aquela dor insuportável ...
E viu-se a bordo da nave do Serviço de Operações Especiais Argosy, onde servira antes de tornar-se comandante da Andromeda, acordando de uma sessão de “limpeza mental” – procedimento rotineiro entre os membros daquela divisão operacional da Alta Guarda para que não se lembrassem de assuntos confidenciais após cada missão. Junto com ele, estava Rhade ... não Telemachus, mas Gaheris! A Comunidade estava mais forte do que nunca. E lá estava Sarah ... na pele de Doyle!
E novamente surgia Elysian, dando-lhe voz de prisão por alta traição ...
Até que se viu cercado por uma luz branca, e Elysian estava bem à sua frente. Ele chegou a pensar que morrera ... mas Elysian lhe disse que, com ele, estaria a salvo, pois não podia controlar seu verdadeiro estado. Isso, sem falar do tal enigma, que ele tinha que decifrar. Explicou-lhe também que ele estava “saltando” de uma realidade a outra, alternativa, e que ele, Elysian, dissociava-se para segui-lo. Dylan lembrou-se de que Trance fazia isso, e de repente, deduziu que a cirurgia estava acontecendo naquele exato momento, e que ele precisava voltar. Elysian o fez retornar ...
E Dylan realmente voltou ...
... à Ponte da Andromeda, e ele finalmente conseguiu decifrar as misteriosas palavras ... “Salve os refugiados de Seefra”, de trás para frente. Mas ... como? E logo veio a segunda reposta: ele tinha que acordar! Já farto de tudo aquilo, ele agarrou Elysian pela gola, e este, impassível, lhe disse que a partir dali, ele estava por sua própria conta. E desapareceu. Dylan viu-se sozinho novamente.
Ele então começou a sua luta para retornar ao estado consciente ... onde aquela dor excruciante o martirizava, quase lhe tirando o fôlego. Ele cambaleou, e levou a mão ao peito, arquejando ... céus, como doía ... doía muito! Ele gritou para que parassem com aquilo ... mas dizia a si mesmo para acordar. E quando gritou a plenos pulmões, deu de cara com Rhade, sacudindo-o para que acordasse, para que “ficasse com eles”. Trance já estava fechando a extensa incisão em seu peito, e dizia que quase o tinham perdido. Ele se levantou, zonzo, e mesmo sob os protestos dela, cambaleou até um monitor, e quase num fio de voz deu algumas instruções à IA. A nave estremeceu, como se atravessasse algum tipo de “turbulência”, e logo a IA anunciou que os sistemas se normalizavam, a ruptura na câmara de matéria exótica fora selada, e o gerador de turbilhão estava novamente operacional. Andromeda estava de volta à plena capacidade!
Subitamente, Dylan se deu conta de sua fraqueza e exaustão. Pálido e abatido, ele balbuciou alguma coisa sobre “ter recebido a melhor notícia dos últimos tempos”, fechou os olhos - sentiu que Harper o tocou de leve no ombro -, e simplesmente desfaleceu, sendo amparado por Rhade.
Mais tarde, Doyle veio vê-lo em seus aposentos, onde ele repousava, levando-lhe chá. Ela lhe disse que soubera de sua “experiência psicodélica”, e que, como ele, também ela já tivera “visões” - fragmentos da memória de Rommie, na verdade - que ainda ocupavam seus processadores. Porém, depois que as “aceitara”, elas tinham desaparecido. E ainda, que às vezes se podia aprender com “certos” sonhos.
E antes de se retirar, Doyle acrescentou que toda a população de Seefra havia sido removida em segurança, e que o capitão da fragata de transporte Sigma Eruh estava a bordo para agradecer-lhe ... então, ele ouviu do lado de fora, no corredor, a voz de Rhade e uma outra, estranhamente familiar, e levantou-se para ir ver quem era. À sua frente, estava Elysian, envergando um uniforme de oficial, e com uma expressão de alívio no rosto. Ele sorriu, e lhe disse um sincero “Muito obrigado, Capitão.”
“Não há de quê ...” - Dylan respondeu.


Estranhas palavras de Elysian para Dylan:
“Você é humano ... uma raça de muitos em poucos mundos. Nós somos Elysian, uma raça de um em todos os mundos.”


Última edição por Myriam Castro em Qua Dez 15, 2010 7:09 pm, editado 2 vez(es)

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Re: ANDROMEDA, A SAGA: V-17 - Totaled Recall

Mensagem  Myriam Castro em Sex Jun 18, 2010 3:57 pm

Mais um episódio escrito por Gordon Michael (Harper).

Esse foi para mim, de longe, o episódio mais tenso de toda a saga.
Foi ali que Dylan realmente viu a morte de perto ...
No meu entender, aquele enigma na verdade tinha o objetivo de manter sua mente funcionando, porque ele não podia "apagar" ... da mesma maneira, as situações em que Elysian o colocava, mantinham seu subconsciente em estado de alerta.
E ele bem que queria "desligar" ... sentia uma dor inimaginável - imaginem, passar por um procedimento daqueles sem anestesia -, mas não o deixavam dormir. Se perdesse de todo a consciência, como aconteceria se estivesse anestesiado, jamais acordaria. E ao mesmo tempo, Elysian estava sempre lá com ele, como se o "puxasse" para realidades paralelas ou futuros possíveis. Tudo parecia ser fruto do seu estado delirante, e ele custou a descobrir que a verdadeira chave para o enigma era ele acordar ... ainda que lhe fosse penoso, por causa da dor.

E interessante, como até mesmo sua conexão com a nave o afetou ... ele beijou Doyle, como se "procurasse" Rommie. O que de certa forma fazia sentido, pois afinal Doyle mantinha em seus processadores, boa parte das memórias de Rommie (Harper a havia construído justamente para preservar a essência da IA que conseguira salvar na batalha do Arkology - quando Rommie explodiu).
O que ficou confuso, foi Doyle estar no lugar de Sarah, pois que esta nunca tivera qualquer ligação com a IA de Andromeda.


Última edição por Myriam Castro em Qui Jun 23, 2011 8:08 pm, editado 2 vez(es)

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Re: ANDROMEDA, A SAGA: V-17 - Totaled Recall

Mensagem  mara em Sex Jun 18, 2010 10:23 pm

Myriam, você falou tudo! Dylan, além da exaustão física, da dor e do medo, também se sentia cansado da busca.
Tudo o que ele queria era voltar pra casa, para um tempo em que tudo estava bem... ele tinha naquele tempo a amizade de Rhade, tonha Sarah, A Comunidade estava bem, ele não sentia a solidão do presente.
O episódio foi escrito por Gordon Michael Wolvett, que faz o papel de Harper. Que tensão! Bravo, Myriam!
Acho que vou lá cuidar do Dylan, dá licença...

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Re: ANDROMEDA, A SAGA: V-17 - Totaled Recall

Mensagem  Myriam Castro em Sab Jun 19, 2010 3:20 pm

Outra consideração que me veio à mente ...
Lembram-se no episódio anterior, da "outra Trance", encapuzada? ... Vocês não ficaram com a impressão de que houve uma troca?
Pois bem ... será que essa que agora estava com eles, era a verdadeira Trance ... quero dizer, a Trance deles?


Digo isso, por causa de duas cenas:
- Quando Dylan acordou no Deck Médico, no início, e Trance lhe disse: "Talvez sua memória falhe agora, mas eu sou Trance ... somos amigos há muito tempo, Dylan, tente se lembrar!" - ela disse isso com uma expressão que não convencia muito, como se fingisse.
- Mais tarde, durante a cirurgia, quando Rhade, que segurava Dylan enquanto este se debatia, lhe perguntou: "Tem certeza de que pode fazer isso, Trance ...?" , e ela, com o instrumental na mão, replicou: "Sim, eu posso, eu posso!" - o Nietzschean pareceu questionar uma habilidade que todos ali sabiam muito bem que ela tinha ...

Bem, talvez o fator emocional - a aflição de todos, por ver Dylan naquele estado - estivesse bem evidente ali, ou então ...

Se fosse a "outra", então Dylan passou mesmo muito perto da morte ... pois podia ter morrido ali mesmo, pelas mãos dela. Afinal, o Abismo estava por trás de tudo, e o que ele mais queria era matar Dylan ...



Última edição por Myriam Castro em Qui Jun 23, 2011 8:07 pm, editado 1 vez(es)

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Re: ANDROMEDA, A SAGA: V-17 - Totaled Recall

Mensagem  mara em Dom Jun 20, 2010 8:29 am

Também pensei nisso na época, Myriam.
Duas coisas podem ter ocorrido: ela ser a segunda Trance, porque a outra sumira...
Este episódio ter sido filmado antes de a outra Trance sumir e passado depois...
https://www.youtube.com/watch?v=FUHaaHEjL4U

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Re: ANDROMEDA, A SAGA: V-17 - Totaled Recall

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