ANDROMEDA, OS LIVROS: 1 - Destruction of Illusions

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ANDROMEDA, OS LIVROS: 1 - Destruction of Illusions

Mensagem  Myriam Castro em Seg Ago 02, 2010 10:26 pm

Olá, pessoal!

Para os que ainda não sabem, existem alguns livros publicados de Andromeda, e que contam aventuras que não chegaram a ser filmadas. Alguns dos autores, são os mesmos que escreveram alguns episódios da saga.
A partir de agora, vou colocar aqui uma sinopse de cada uma dessas aventuras. Trata-se de um texto um pouco mais longo, embora menor que aqueles das Temporadas virtuais.
Sendo assim, vamos saltar mais esse turbilhão!

OBS: - não há qualquer intenção de ferir direitos autorais. Esta sinopse foi feita apenas para orientação dos fãs sobre o assunto do livro. Todos os direitos autorais pertencem aos seus legítimnos possuidores, sejam o autor do livro, seja a Tribune, seja Gene Roddenberry.




ENGLISH VERSION:

http://trekweb.com/stories.php?aid=5044efdb27d6a
.....................................................................................................................
Livro 1


DESTRUCTION OF ILLUSIONS
DESTRUIÇÃO DAS ILUSÕES

História original de Keith R. A. DeCandido


“Ilusões são certamente divertimentos caros, mas a destruição das ilusões é ainda mais cara.”
Friedrich Nietzsche - CY 6808 (Terra Antiga)


“Todos os meus conhecidos estão mortos.”
Com essas palavras na mente, Dylan Hunt, sozinho em seus amplos aposentos, meditava acerca dos últimos acontecimentos de sua vida.
Era preciso acordar, encarar a dura realidade ... ele estava praticamente sozinho a bordo de sua nave. Não havia mais o Destacamento de Lanceiros, o Ordenança Cooper, a Tenente Refrações da Aurora, e outros 4 mil tripulantes ... só aquele pequeno grupo de civis, que na verdade, haviam invadido Andromeda e iam desmontá-la, se ele não os impedisse. E havia aquele mercenário Nietzschean, que não parecia de confiança.
Mas o que mais o abalara, fora a traição de seu Primeiro-Oficial Gaheris Rhade – alguém que era seu amigo, e que iria, um dia, sucedê-lo no comando da nave. Ele não conseguia compreender o que levara o jovem oficial a traí-lo ... não queria aceitar.
Mas era fato consumado. Ele tinha que aceitar.
Sem falar na terrível realidade de que seu planeta natal, Tarn-Vedra, se perdera.
E agora, precisava reconstruir tudo aquilo que fora perdido. Esse desejo era muito forte em seu coração, e ele ia lutar para realizá-lo ... ou morrer tentando.
A voz da IA o tirou de seus devaneios. Andromeda lhe perguntou se seria mesmo uma boa idéia recrutar Beka Valentine e os outros como sua nova tripulação. Dylan sorriu. Eles precisavam de uma tripulação para uma nave tão grande. O pessoal de Beka provara ser corajoso e empreendedor, qualidades que Dylan apreciava muito.
Além disso, eles não tinham muita escolha, tinham ...?

Alguns meses antes ...
Numa estação chamada Takilov Drift, Beka Valentine – uma jovem astuciosa e dotada de grande habilidade na arte de pilotar – estava determinada a recuperar sua nave, que lhe fora confiscada por causa de algumas dívidas. Ela não ia tolerar que um mafioso qualquer se apossasse da velha Eureka Maru – herança de seu velho pai – e estava disposta a tudo para tê-la de volta.
Depois de burlar astuciosamente a segurança do espaçoporto local, ela conseguiu decolar com a nave, em companhia de um amigo, Seamus Harper, engenheiro, natural da Terra.
Mais tarde, ela reuniu-se com o restante de sua pequena tripulação - um humano chamado Vexpag, especialista em explosivos, e Rev Bem, um monge Magog – para planejar seu próximo empreendimento. Eles formavam um grupo de “salvage”, ou seja, percorriam as estrelas em busca de sucata de naves abatidas em combate ou abandonadas, coletando quaisquer partes que pudessem ser aproveitadas, que vendiam e assim tiravam seu ganha-pão. Beka tinha um contato que havia conseguido uma missão para eles, em Olivares Trust, e assim, foram para lá.

Há algum tempo o Sistema Malani’s Haven vinha passando por uma grave crise política, na qual o antigo soberano fora destronado e um grupo revolucionário deflagrara um golpe de Estado e assumira o poder. Porém, sem nenhum conhecimento da Economia ou Sociologia local, foram incapazes de sustentar sua governabilidade, e o caos se instalara. Diante disso, o soberano deposto, que partira para o exílio, resolvera aproveitar essa instabilidade para recuperar seu trono e estabilizar a Economia. Tarefa difícil ... o Príncipe Nwari e sua esposa, Hamsha, precisavam desesperadamente de ajuda.
Assim, mandaram um enviado especial procurar Tyr Anasazi e sua equipe – um grupo de eficientes mercenários cuja fama se estendia por todo aquele quadrante – para ajudá-los a organizar um contra-golpe e recuperara o poder.
Tyr Anasazi era um Nietzschean, o último do extinto Clã Kodiak, que, depois de perder sua família e ser vendido como escravo, conseguiu fugir do cativeiro, e para sobreviver havia se tornado um eficiente mercenário. Dotado de uma inteligência refinada e de grande habilidade guerreira, Tyr não trabalhava sempre sozinho. Naqueles tempos, ele tinha uma equipe formada por dois humanos, um Nightsider, uma cyborg e uma Than.
Seu preço era alto, mas sua eficiência era garantida.

A tal “missão” era, na verdade, roubar um antigo artefato chamado Espada de Terpsichore – uma arma que tinha um grande valor histórico para o Clã Ursa.
Na verdade, porém, o sujeito que os havia contratado estava era de olho no valor real do objeto, cujo punho era feito de ouro maciço e cravejado de pedras preciosas. Ele pretendia vende-la a contrabandistas intergalácticos, que pagariam não somente o que ela valia, mas também pelo seu valor histórico.
Bem, Beka e sua equipe se prepararam diligentemente, cada um dentro de suas habilidades específicas, para entrar no museu muito bem guardado onde estava exposta a espada. Depois de conseguirem entra no prédio, chegaram à sala onde o artefato estava exposto, e o viram dentro de uma redoma de vidro blindado.
Mas uma surpresa estava reservada a eles ... ao abrir a redoma, constataram que a “espada”, na verdade, era apenas um holograma! Haviam sido enganados!
Frustrados e sem nenhum tostão no bolso, eles voltaram a Olivares, onde seu contato os esperava, já com outra tarefa ...
Dessa vez, o “prêmio” era um grande carregamento de diamantes de quase 100 % de pureza, que haviam sido detectados no subsolo de um certo planeta onde as atividades de mineração tinham sido encerradas por acharem que se esgotaram as jazidas. Mas um equipamento inventado recentemente havia localizado as jazidas ocultas. Tudo o que precisavam fazer era ir lá e pagar os diamantes, pois ninguém sabia da existência deles.

Tyr e sua equipe chegaram ao planeta usurpado pelos revolucionários e começaram a agir. Não demorou muito para que o Nietzschean percebesse que o governo pós-golpe era extremamente fraco, e que não haveria a menor dificuldade em expulsar os usurpadores dali e devolver o poder ao seu soberano legítimo. Alguns segmentos da sociedade local, inclusive, já começavam a se mostrar insatisfeitos com o nove regime, e manifestaram franco interesse em ajudar na causa de Nwari.
Depois de algum derramamento de sangue – segundo Tyr, inevitável – o antigo soberano pode finalmente reassumir seu trono de direito.
E Tyr, embora com perdas – a Than perecera durante uma guerrilha – saiu dali com bastante dinheiro.

Os sensores de profundidade mostravam uma vasta jazida de diamantes ... então, era verdade! Beka ordenou a Harper que preparasse os compartimentos de carga para capacidade máxima.
Porém, mais uma vez, o destino trabalhou contra eles ... mal se prepararam para desembarcar, e os sensores da Maru deram sinal: mais naves acabavam de sair de turbilhão. E não era só isso ... eram naves civis, e as comunicações interceptadas revelaram que estavam retornando para buscar o restante dos diamantes; as equipes de terra deviam estar a postos e “preparadas para rechaçar quaisquer intrometidos que se metessem a valentões”.
Beka e os outros se entreolharam. Essa não! ...
É ... agora só lhes restava retornar a Olivares Trust, e ver se seu patrão tinha mais algum sevicinho de carga para executar ...

Tyr havia retornado para o pequeno apartamento que ocupava em Haukon Tau Drift, quando não estava “trabalhando”. O dinheiro conseguido com a recente missão seria mais do que suficiente para que ele vivesse um ano sem contrato.
Mas, alguns dias depois, chegou uma mensagem de seu contato, da parte de um tal de Gerentex – um milionário Nightsider excêntrico – que queria seus serviços para um determinado empreendimento, cujos detalhes seriam esclarecidos oportunamente.

“Quem são essas pessoas?”
Foi a pergunta que Charlemagne Bolívar, do Clã Jaguar, fez ao seu acessor, quando lhe foi anunciado que a equipe de Rebecca Valentine acabava de chegar.
Beka foi levada à presença dele, que se mostrou impressionado com ela, pois não esperava que uma equipe de sauvage fosse chefiada por uma beldade como ela. Ele a recebeu de maneira altiva, mas cortês, e num tom afetado lhe disse que precisava de seus serviços apenas para transportar sua irmã, Catherine, até o sistema Beros Prime. Além disso, havia uma carga de componentes para indústria pesada que precisava ser entregue no Setor Herakles. Até aí, pensou Beka, tudo bem.
Acontece, continuou Bolívar, que Catherine estava grávida, e em seu ventre havia ninguém menos do que um “importante líder de seu Clã”, e em razão disso, muitos estavam tentando matá-la.
“Ohh ... era bom demais para ser verdade ...”
Bolívar pagava muito bem, até mais do que iriam receber nas outras missões. Se tivessem sido bem sucedidos. Além de Catherine, embarcariam também seus guarda-costas particulares, de forma que Beka não ia precisar se preocupar com a segurança. Quanto a ele, Charlemagne, estava às voltas com negociações para buscar uma esposa para si, e não poderia acompanhá-los.
Quando Beka disse aos seus companheiros qual era sua próxima tarefa, Harper fez uma careta. Disse que uma mulher Nietzschean a bordo só iria trazer problemas. Mas Beka, embora concordasse com ele, argumentou que precisavam mesmo de dinheiro, e, assim, era bom aceitar a missão.
E lá foram eles ...
Catherine Bolivar subiu a bordo com uma cara de poucos amigos, arrogante e orgulhosa. É, aquela ia ser mesmo uma dura prova de paciência para eles ...
E foi, mesmo. Beka e os outros passaram por maus bocados, tendo que tolerar todo tipo de insultos velados, piadinhas e remoques, não só de Catherine, mas também de seus dois guarda-costas, Sacco e Vanzetti. Bem, por uma coisa, Beka ficou aliviada: eles estavam armados até os dentes, tal como dissera Charlemagne. Assim, pensou ela, quanto antes chegassem ao seu destino, melhor.
A primeira etapa da viagem ocorreu sem maiores incidentes, e eles aportaram em Canopy, para reabastecimento. Enquanto a nave passava por uma revisão de rotina, Beka e seus companheiros desceram para fazer algumas compras. Rev Bem havia ficado a bordo, e ia aproveitar o tempo para continuar a escrever suas memórias.
Beka foi procurar o escritório de representação da Sunrise Over Hills, seu novo empregador, para entregar as notas referentes aos reparos da Maru que Charlemagne tivera que custear. Mas ela acabou errando a porta, e, ao tocar inadvertidamente num ponto da parede, viu as portas de acesso se trancarem.
E agora?

Ela tentou digitar um velho código que conhecia, mas não funcionou. Então, uma sombra chamou sua atenção. Ela se virou, e viu uma figurinha ligeira, vestida com uma roupa colorida e arrastando uma longa cauda de cor púrpura atrás de si. Ela chamou ...
E à sua frente surgiu uma criaturinha humanóide de pele também púrpura, cabelos ruivos cortados curtos e desalinhados, orelhas pontudas, um traje lilás e um sorriso inocente nos lábios. Ela se apresentou como Trance Gemini, estava apenas passeando por ali, à procura de uma loja de plantas, e se perdera.
Beka já viajara muito pelos Mundos Conhecidos – na verdade, nascera e fora criada a bordo de sua velha nave – mas nunca tinha visto uma criatura como aquela. Mas a pequenina não parecia mesmo hostil, ao contrário ... tinha uma expressão gentil e tranqüila no olhar, e ela relaxou.
Beka sugeriu então que elas procurassem juntas uma saída, e Trance se aproximou de um outro painel, examinando-o com atenção. Ela tocou em diversos botões, ao acaso, e acabou conseguindo destrancar a porta. Ela olhou para Beka, sorriu e deu de ombros. Que tal acompanhá-la até uma loja de plantas ...?
Catherine estava cansada de ficar confinada, e resolveu sair para ver algumas lojas. Os guarda-costas, é claro, foram com ela, atentos a todo e qualquer movimento que lhes parecesse suspeito.
Ela entrou numa sapataria, e estava vendo as vitrines, quando, de um corredor lateral, Trance e Beka vieram correndo. Trance adiantou-se, e entrou ruidosamente na loja, empurrando Catherine, enquanto gritava para que todos se jogassem ao chão.
Houve uma explosão, e gritos assustados. Uma nuvem de fumaça encheu tudo, e os sistemas de exaustão zumbiram mais alto para eliminar a névoa.
Beka levantou-se, e comunicou-se com seu colega Vexpag, chamando-o, e Trance foi ajudar Catherine e os outros. Felizmente, ninguém ficou ferido, mas, alguns minutos mais tarde, Vexpag, ao examinar atentamente o local, constatou que alguém havia montado uma bomba que fora acionada no exato momento em que Catherine cruzou a soleira de uma porta ... ou seja, era uma armadilha!
Puxa! Charlemagne Bolívar não estava brincando, quando dissera que havia alguém querendo matar sua irmã ...
Sacco viu um indivíduo suspeito perto de um dos balcões, e um homem sacou uma arma, apontando para um dos vendedores. Ele sacou sua própria arma, e logo um breve tiroteio fez com que todos se escondessem atrás de alguma coisa em busca de proteção. A ação terminou com Sacco ferido, mas ele conseguira derrubar o homem. Vexpag examinou a arma do sujeito, e identificou o timbre como sendo do Clã Mandau. Bem, ele falhara, e todos retornaram à Maru em segurança. Apenas Catherine reclamava em altos brados a incompetência do sistema de segurança da loja.
Quanto a Trance Gemini, essa pediu a Beka que a deixasse viajar com eles, pois era uma turista, e queria sair daquele lugar sem demora. Ela disse que podia ajudar a bordo, e Beka acabou deixando.
A carga que a Maru transportava, foi despachada em Herakles, conforme os planos, e não houve mais incidentes.
Eles já estavam se preparando para partir novamente, para sua última tarefa – entregar Catherine Bolívar ao seu destino, em segurança. E foi Harper quem anunciou que detectara um sinal estranho. Não vindo da área externa das docas, mas ... de dentro da própria Maru!
E aí vamos nós novamente ...
Eles logo se lembraram de Catherine, e de Sacco, que estava fora de combate e não poderia protegê-la, e correram para lá.
Harper entrou nos aposentos de Catherine sem nem mesmo pedir licença, e, sob os protestos dela, foi direto à fonte do sinal: um broche em forma de jaguar que ela trazia na lapela do vestido. Ela protestou veementemente, quando harper lhe pediu que entregasse o broche. O outro guarda-costas, Vanzetti, puxou a arma para Harper, mas Beka o impediu, e Harper explicou que captara um sinal estranho, que parecia estar vindo exatamente dali. Catherine não queria entregar o broche, mas Vanzetti, desconfiando que Harper – apesar de ser um “kludge” – tinha razão. Ele acalmou Catherine, que acabou concordando.
Rev Bem se aproximou, e pegou a jóia para examiná-la.
Bingo!
O broche continha em seu interior um minúsculo transmissor de sinais de longo alcance, que Harper apostaria ser o que estava atraindo os bandidos até eles.
Mas, como essa jóia fora parar ali? Será que Catherine a comprara em alguma loja, no mesmo drift onde foram atacados?
Mais uma vez, Harper tinha a resposta: o sinal estava sendo enviado de dentro dos aposentos da tripulação. E quem, naquele momento, estava lá?
Sacco!
Era ele, na verdade um agente infiltrado, que indicava aos comparsas o paradeiro de sua vítima – Catherine -, e por isso os bandidos sempre os encontravam.
Mas havia outro sério problema: o mecanismo do broche estava configurado com uma bomba instalada em algum lugar da nave, e, se fosse destruído, ela detonaria, mandando tudo pelos ares.
Esse era um trabalho para Vexpag, que, vestido com um traje espacial, teve que sair da nave para examinar o casco. Ele encontrou ... mas, no exato momento em que conseguiu retirar a bomba do casco, ela emitiu um breve bip e explodiu.
A Eureka Maru estremeceu, mas estava a salvo!
Beka e seus companheiros lamentaram muito a morte de seu colega.
Sacco foi devidamente desarmado e confinado, para ser entregue à justiça de sua própria raça.
Porém, todo aquele rebuliço dos últimos dias não foi bom para Catherine, que acabou entrando em trabalho de parto. Como não havia como providenciar um médico, foi Rev Bem que teve que resolver a questão.
Bem ... tudo correu bem, exceto por dois detalhes: Catherine teve que “engolir” sua arrogância, ao aceitar a ajuda justamente de um Magog, e, quando resolveram fazer uma análise do DNA do novo bebê, descobriram que ele era apenas descendente de Catherine e seu consorte, e não o “futuro “Alfa” do Clã ...
Charlemagne, com toda sua afetação e orgulho, na verdade cumprimentou Beka e sua equipe por terem impedido que Catherine fosse morta, e pagou muito bem pelos serviços prestados. No fundo, ele ficara impressionado com a chefe da equipe, a capitão Valentine. Que pena que ela era uma “kludge”! ...
A Eureka Maru atracou em Olivares alguns dias depois, ainda sentida com a morte de Vexpag.
E algum tempo depois, seu patrão veio procurá-la e à sua equipe para lhes propor outra tarefa. Ele estava acompanhado de um Nightsider, um sujeito magricela e peludo, com cara de roedor, que a julgar pelas vestes, era bem abastado.
Chamava-se Gerentex, e queria contratá-los para resgatar uma nave abandonada.
Quando ele lhes mostrou o projeto, ela e seus amigos se entreolharam.
A Andromeda Ascendant.

O Reverendo Behemiel Far-Traveler estava no Deck de Observação da Andromeda Ascendant, e contemplava as estrelas lá fora.
A missão de resgate fora bem-sucedida, embora com alguns percalços. Lidar com o bando de mercenários não fora nada fácil, mas o Capitão Dylan Hunt sabia exatamente como defender sua nave.
Depois de tudo resolvido, Hunt os convidara para ser sua nova tripulação, e ajudá-lo a reconstruir a Comunidade dos Sistemas. Será que ele não estava sonhando um pouco alto demais?
Mas não. Ele era um guerreiro, e parecia bem determinado. Sua grande nave de fato precisava de mais alguém para pilotá-la, e ele se perguntou se eles, um mero grupo de civis, poderiam dar conta do recado.
Ele sorriu. É claro que sim ... ele conhecia Beka e Harper, eles eram corajosos e empreendedores, e sabiam lidar com todo tipo de bandidagem dos Mundos Conhecidos. E quanto à delicada Trance Gemini ... bem, Rev não conhecia sua verdadeira natureza, mas sentia que ela era do bem ... e poderia, sim, ser parte da nova tripulação de Hunt.

Dylan havia apresentado a cada um sua nova função, e também suas acomodações a bordo. Harper estava pasmo. Ele nunca vira algo parecido em toda a sua vida.
Trance poderia ajudar Rev no Deck Médico, e, como tinha especial talento com plantas, ficaria também a cargo do gigantesco Jardim Hidropônico da nave. Harper seria, é claro, o engenheiro, e Beka ficaria com a estação do piloto, que outrora pertencera à Tenente Refrações da Aurora.
Não era nem de longe o número ideal de tripulantes, mas Dylan acreditava que eles conseguiriam. Ele sentia isso.


Última edição por Myriam Castro em Qua Dez 15, 2010 6:47 pm, editado 1 vez(es)

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 1 - Destruction of Illusions

Mensagem  Myriam Castro em Seg Ago 02, 2010 10:47 pm

Bem ...
Pelo que se pode perceber da trama, essa aventura ocorreu como uma espécie de "parêntesis" - uma maneira de explicar de onde tinham vindo Beka Valentine e sua equipe, e Tyr Anasazi - logo após o resgate a a batalha de guerrilhas que Dylan viveu com aqueles inesperados "invasores" a bordo de sua nave.
Vimos que, no começo, ele parecia estar um pouco inseguro acerca deles, se seriam uma equipe adequada para ele naquele momento tão crítico de sua vida.
Sozinho, perdido num Universo caótico e cruel que ainda não conhecia, Dylan tinha apenas Andromeda como sua "companheira-de-armas". E agora surgiam diante dele aquele pequeno e heterogêneo grupo de civis, que certamente nunca antes haviam tido contato com uma embarcação militar, muito menos uma nave de guerra como Andromeda - tida, para aquela época, como quase um mito.
Mas Beka e seu pessoal eram inteligentes e corajosos, formavam uma boa equipe (apesar de ultimamente andarem com pouca sorte em suas empreitadas ...), e a história provaria que, sob seu comando, eles se tornariam a melhor equipe dos Mundos Conhecidos.

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 1 - Destruction of Illusions

Mensagem  mara em Ter Ago 03, 2010 8:30 am

Myriam, muito obrigada por abraçar esta ideia e parabéns pela sua forma talentosa de elaborar sinopses tão vivas, que nos transportam para junto de nossos heróis.
Que belo começo!...e que saudades!

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 1 - Destruction of Illusions

Mensagem  mara em Seg Set 03, 2012 9:26 pm

Gustavo teve a gentileza de postar um resumo da sinopse da Myriam no TrekWeb! :kiss: :good:
http://trekweb.com/stories.php?aid=5044efdb27d6a

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 1 - Destruction of Illusions

Mensagem  Myriam Castro em Qui Set 06, 2012 7:49 pm

Uau! ...
Que legal, Mara ... muita gentileza da parte dele. Como grande fã de Andromeda, sinto-me muito honrada.
Valeu!!!! Very Happy

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 1 - Destruction of Illusions

Mensagem  mara em Qui Set 06, 2012 10:19 pm

Na verdade a ideia foi minha, querida. Queria te fazer uma surpresa...encurtei um pouco teu resumo para evitar problemas de copyright e traduzi.

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 1 - Destruction of Illusions

Mensagem  Myriam Castro em Sex Set 07, 2012 7:04 pm

OOh ... 'bigada, amiga!

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 1 - Destruction of Illusions

Mensagem  mara em Sab Set 08, 2012 8:40 am

O mérito é todo teu, querida! :good:

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 1 - Destruction of Illusions

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