ANDROMEDA, OS LIVROS: 3 - Waystation

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ANDROMEDA, OS LIVROS: 3 - Waystation

Mensagem  Myriam Castro em Sex Set 24, 2010 4:31 pm





Gene Roddenberry’s ANDROMEDA


ENGLISH VERSION:
http://trekweb.com/articles/2012/09/16/Book-Review-Gene-Roddenberys-Andromeda-Waystation.shtml"
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Livro 3

WAYSTATION


História original de Steven E. McDonald

Esta história se passa imediatamente depois do Episódio 4 da III Temporada: “Cui Bono”.


“Há um tempo durante a História de qualquer civilização, quando a arte da Diplomacia, como expressada no aperto de mãos, abraço, ou faca nas costas abre caminho para a arte da Diplomacia como expressada no uso de canhões pesados e bombas inteligentes.”
- General Kordos Riekan
“Diplomacia e Guerra: Uma Perspectiva Previsível” (CY 9263)



Nada estava claro.
E isso a assustava, por muito que ela pudesse ficar assustada.
Seu nome era Trance Gemini, ao menos por enquanto. De pele dourada, longos cabelos ruivos, e orelhas pontudas. Dependendo de seu estado de espírito, seu rosto podia parecer suave e angelical, ou se tornar uma máscara de fria determinação. Mesmo seus colegas da tripulação, há muito acostumados com seu ar mistérios, não tinham como prever o que ela faria, diria ou manifestaria a seguir.
Ela se encontrava no Deck de Observação da Andromeda Ascendant, uma gigantesca astronave da antiga Alta Guarda da Comunidade – o epítomo do “punho de aço em luva de veludo” – cujas linhas e formas harmoniosas não indicavam sua capacidade de destruir sistemas solares inteiros. Outrora com mais de 4 mil pessoas a bordo, atualmente sua tripulação era composta de apenas umas poucas almas.
Uma vez, numa outra realidade, ela tinha levado um homem a sacrificar-se pelo bem de bilhões. Gaheris Rhade tinha sido um Primeiro-Oficial leal e confiável, mas tinha traído suas próprias fileiras e assassinado o Capitão, seu amigo, e fora congelado no horizonte de evento de um buraco negro. 300 anos depois, a nave foi libertada, e ele ficou chocado ao descobrir que seu povo, os Nietzscheans, tinha sido o responsável pela queda da Comunidade dos Sistemas.
Ele quis impor sua vontade à nave e ao pequeno grupo de “salvage” que a tinha resgatado, mas nem ela – uma IA – e nem aquelas pessoas se entregaram.
Foi então que ela, Trance, precisou entrar em cena. Ela procurou Rhade, e lhe explicou que o Universo estava se distorcendo naquela realidade, e que ele era a chave para corrigir o fenômeno. Ele tinha que reverter a situação, pois não era ele o escolhido para a restauração da Civilização ... havia outro, e esse outro era Dylan Hunt, o Capitão. Rhade compreendeu a dimensão daquilo que fizera, e entendeu que precisava reverter o processo para salvar Dylan.
E assim foi feito.
Mas agora, ela sentia que algo muito grave estava para acontecer ... e ainda não conseguia definir exatamente o quê.
“Ajude-me ...” ela sussurrou. “Por favor ... ajude-me!”
Enquanto isso, Trance Gemini se viu subitamente atingida por um estranho fenômeno de distorção temporal, experimentando visões de si mesma que surgiam e desapareciam como espectros, sem que ela pudesse compreender como ou por quê. Ela chegou mesmo a se ver num lugar diferente ... uma cidade em ruínas, em meio a uma noite escura, e encontrou Tyr, mortalmente ferido. Ele lhe sussurrou, antes de morrer, algo como “ praga dos faroleiros”. E ela ficou sem entender o significado. De volta à Andromeda, ela conversou com Dylan e Beka, mas o enigma permaneceu ... enigma.
Mais uma vez, Dylan Hunt e sua equipe singular estavam às voltas com uma missão diplomática. Na verdade, fora, enviados a um remoto sistema chamado Kantar. Dylan entrou em contato com o Governo local, solicitando um encontro, com o objetivo de conversar sobre a adesão do sistema à Nova Comunidade.
Acontece que o representante do Governo não queria falar, e muito menos pertencer à Comunidade. Os Kantarianos alegavam que não precisavam de proteção, pois podiam muito bem cuidar de si mesmos. E “convidaram” a Andromeda para se retirar das imediações de Kantar. Enviaram até uma “escolta”, e, como Dylan ainda tentasse persuadi-los a conversar, perderam a paciência e atacaram a nave, bombardeando-a com uma arma pra lá de inusitada: uma espécie de “bomba de efeito moral”.
Tal arma, na verdade, consistia de uma nuvem de drones microscópicos, que se encravaram por todo o casco da grande nave e passaram a emitir ondas eletromagnéticas que afetaram psicologicamente todos a bordo: Harper ficou “rebelde”, isolando-se em sua oficina sem dar ouvidos às ordens de Dylan; Tyr se tornou agressivo, e recusou-se a permanecer em seu posto; Beka pareceu “travar”, tomada de uma estranha letargia, e até Dylan foi afetado, mostrando-se extremamente violento, a ponto de agredir Beka a socos e ter de ser contido à força por Rommie, que tirou-lhe a arma, afastando-o do Comando com base no Protocolo de Segurança da Alta Guarda e o confinou em seus aposentos.
Entrementes, Trance continuava a ser assediada pelos seus “fantasmas” espectrais, como se fossem cópias suas de outras realidades, e continuava desesperadamente a buscar as respostas.
Andromeda ficou assim completamente indefesa, e Rommie, mesmo sabendo dos riscos de uma IA saltar em turbilhão, foi forçada a tirar a nave da zona de perigo.
Várias horas – e um terrível mal-estar – depois, Dylan conseguiu melhorar o suficiente para retomar o comando. Rommie lhe fez um relatório da situação, que não estava nada boa ... havia danos nos sistemas de navegação e armamento da nave, e eles precisavam encontrar um lugar para efetuar os reparos.
Haviam conseguido capturar duas naves de caça inimigas, e os dois pilotos – um homem chamado Wright e uma mulher de nome Pogue. Embora fossem prisioneiros, Dylan não os tratou como inimigos; em vez disso, sabendo que eles jamais poderiam retornar às suas próprias fileiras, convidou-os a fazer parte da tripulação da Andromeda, e sua atitude calma e firme deixou-os mais à vontade. Eles aceitaram, e foram bem recebidos pela equipe. E explicaram ao Capitão a natureza da “arma” que os atingira, e como removê-la. Porém, o primeiro passo era justamente consertar a nave, e Rommie, consultando seus arquivos, encontrou referências sobre uma velha estação da Alta Guarda chamada Waystation, que ficava justamente naquele quadrante.
A Andromeda então rumou para lá. A viagem teve que ser realizada na maior parte do tempo em velocidade subluz, e Trance, já de volta à sua função normal, preparara um “coquetel” de medicamentos que era aplicado em cada um dos demais, a cada 5 ou 6 horas, para aliviar os sintomas causados pelos efeitos da arma inimiga no organismo.
Waystation era uma base afastada, situada num planeta glacial, e Dylan tentou primeiro comunicar-se com a estação. A resposta não foi muito acolhedora, mas ele forneceu seu antigo código pessoal Lexic Dark, e permitiram que atravessasse as defesas externas. Deixando Andromeda ao largo, Dylan reuniu seu grupo de expedição: Harper, Rommie, Pogue e Wright, e partiram a bordo da Eureka Maru.
Depois de enfrentarem algumas dificuldades, conseguiram entrar no complexo. Tudo ali parecia abandonado, mas havia um módulo de IA e até um avatar que tinha a forma de um Vedran, de pele azulada e quatro pernas.
Mas aquele lugar sinistro – que Harper não gostara nem um pouco ... – guardava um segredo terrível: era ali que a Alta Guarda mantinha um programa de manipulação genética que criava soldados mutantes, com a aparência de Magogs, destinados a combater exatamente aquela espécie predatória. Esse projeto fora desenvolvido pelo Almirante Janus Altman, e tinha a aprovação do próprio Governo da Comunidade.
Aquilo atingiu Dylan como uma bomba.
Toda a sua vida, ele fora levado a acreditar na integridade e honradez da Alta Guarda, e jamais imaginara que por trás da “fachada” tradicional, havia algo macabro, que agora colocava tudo aquilo em que acreditara em xeque.
Porém, à medida em que Altman, na forma de holograma, lhe explicava – aquele arquivo era destinado exatamente a ele, Dylan, pois em Waystation se sabia da Queda, da emboscada Nietzschean, Hephaestus, de sua “prisão” na singularidade, e, espantosamente, de seu retorno após 300 anos de animação suspensa, assim como do desaparecimento de Tarn Vedra – Dylan ia absorvendo aos poucos, em sua mente, os objetivos reais daquele projeto ... e seu lado soldado compreendeu tudo.
Ao ser indagado sobre o que lhe fora dito, Dylan respondeu que se sentia abalado ... mas que sabia que lá fora, em algum lugar nas profundezas do espaço, havia um Mal verdadeiro.
E que ele, Dylan Hunt, sempre iria lutar contra isso, enquanto vivesse.
Sozinha no Jardim Hidropônico da Andromeda, Trance Gemini contemplava a sinuosa e intrincada forma de um bonsai que tinha no colo. Então, ela olhou para cima, como se fitasse algo ou alguém em especial, e sorriu, seu rosto parecendo sereno e radiante.
“Tudo está bem agora ... pelo menos por enquanto.”


Última edição por Myriam Castro em Sab Set 03, 2011 7:25 pm, editado 2 vez(es)

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 3 - Waystation

Mensagem  Myriam Castro em Sex Set 24, 2010 4:43 pm

Bem ...
Essa aventura nos trouxe à tona um fato ao mesmo tempo terrível e inusitado: a Comunidade dos Sistemas vinha realizando projetos secretos de manipulação genética e criação de seres híbridos, para utilização como "carne de canhão", ou seja, lançar ao campo de batalha em substituição aos soldados verdadeiros, considerados "muito valiosos" para morrer sob condições tão macabras como um ataque de Magogs.
Sabemos, pela História, que os Vedrans eram peritos em Engenharia Genética, mas aqui eles simplesmente se superaram.
E de uma maneira que chocou Dylan.
E à medida em que a trama prossegue, em sua sequência regular, percebemos que Dylan, talvez como forma de "protesto", abandonou definitivamente o uniforme - embora continuasse a lutar pelos mesmos princípios da antiga Comunidade, e que eram os mesmos que os seus próprios.
A meu ver, teria sido interessante, se essa aventura fosse também incluída na sequência de episódios da III Temporada.

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 3 - Waystation

Mensagem  mara em Sex Set 24, 2010 5:34 pm

A Comunidade havia se deteriorado... e o processo havia começado, quem sabe, há 300 anos atrás... talvez os Vedrans estiverssem a par da depuração necessária e tão dolorosa que Dylan e sua equipe teriam de comandar...
Valeu, querida, mais um lindo trabalho de leitura, resumo e digitação! MUITO OBRIGADA!

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 3 - Waystation

Mensagem  Myriam Castro em Sex Set 24, 2010 6:17 pm

E interessante, também, foi a percepção de Dylan sobre o que ele definiu como "Mal verdadeiro" ...
Na verdade, embora ainda não soubesse de toda a grandiosidade da situação em que se encontrava o Universo, ele identificou instintivamente o que, mais tarde, seria conhecido como "o Abismo".
A decisão íntima de combatê-lo enquanto vivesse, era talvez, sua condição de Paradine - ainda latente em seu ser - se manifestando.

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 3 - Waystation

Mensagem  mara em Sab Set 25, 2010 8:08 am

Falou bem, Myriam!

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 3 - Waystation

Mensagem  mara em Ter Set 18, 2012 3:56 pm

O Gustavo colocou o resumo em inglês na TrekWeb:

ENGLISH VERSION:


http://trekweb.com/articles/2012/09/16/Book-Review-Gene-Roddenberys-Andromeda-Waystation.shtml"

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 3 - Waystation

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