ANDROMEDA, OS LIVROS: 4 - Through the Looking Glass

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ANDROMEDA, OS LIVROS: 4 - Through the Looking Glass

Mensagem  Myriam Castro em Seg Out 04, 2010 6:09 pm




ENGLISH VERSION:
http://trekweb.com/articles/2012/09/19/Book-Review-Gene-Roddenberrys-Andromeda-Through-the-Looking-Glass.shtml
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Gene Roddenberry’s ANDROMEDA


Livro 4


THROUGH THE LOOKING GLASS
ATRAVÉS DO ESPELHO

História original de Josepha Sherman


“Não seja gentil nesse boa-noite.”
- Dylan Thomas (poeta - Terra Arcaica)

“Uma idéia melhor do que essa: Não vá de jeito nenhum.”
- Dylan Hunt (Capitão da Andromeda Ascendant)


O Capitão Dylan Hunt estava em seu posto, na Ponte de Comando de sua nave.
Pela primeira vez em sabe-se lá quanto tempo, ele tinha um momento para descansar.
Ele se sentia em paz, enquanto contemplava os intrincados diagramas que as telas exibiam. Ao redor da grande nave de guerra, só havia a imensidão do espaço. Ninguém para combater, nenhum governante renitente para tentar convencer, nada ...
Nem mesmo as pequenas desavenças ocasionais entre os membros de sua singular e heterogênea equipe.
“Apenas uma família. Uma exótica, pequena, e verdadeiramente estranha família.”
De repente, sem qualquer aviso, Trance Gemini entrou correndo, esbaforida e com os olhos arregalados, como se tivesse visto um fantasma. Ela parecia quase histérica, repetindo sem cessar que algo terrível ia acontecer.
De nada adiantou Dylan tentar acalmá-la e pedir que fosse mais específica.
Mas Rommie havia por sua vez detectado uma estranha anomalia no espaço ao redor, e relatou a Dylan o inexplicável fenômeno. Segundo a IA, era como se de repente o espaço estivesse cheio de “buracos” dimensionais, como um queijo suíço. E não era só isso ... ela havia captado a presença de naves desconhecidas. E logo Beka, Harper, Tyr e Rev Bem entraram correndo na Ponte.
De repente, toda a nave foi sacudida por uma forte onda de turbulência, e todos tiveram que se segurar em algo para não cair.
“Fomos atingidos!” – Dylan ouviu vagamente o grito de Beka, mas ao mesmo tempo sentiu alguma coisa envolver seu corpo.
“DYLAN!” - Beka gritou novamente.
Diante do olhar estarrecido de todos, Dylan desapareceu, em meio a uma névoa cintilante e azulada. Ele gritou, mas, no instante seguinte, não havia mais nada, lugar nenhum, nenhum som, odor ou mesmo solidez ...
“Isto é ... a morte?” - sua mente aturdida se perguntou.
Ninguém respondeu.
E no instante seguinte, Dylan se viu novamente na Ponte de sua nave. Mas havia algo terrivelmente errado.
A partir daí, Dylan vivenciou uma experiência pra lá de bizarra ...
Quando abriu os olhos, viu que ainda se encontrava na Ponte da Andromeda ... mas ao seu redor estavam grotescas figuras reptilianas, que se mantinham sobre duas pernas, mas tinham as feições daqueles dinossauros predadores muito temidos da Pré-História da Terra, sobre os quais estudara uma vez – como se chamavam, mesmo? ... Ah, sim ... velocirraptores.
Havia no entanto, uma vaga impressão de que aquelas criaturas eram na verdade as versões, naquela dimensão, de sua própria equipe. Será que ...? Ele sentiu a garganta se contrair, imaginando sua versão reptiliana em sua própria nave.
A par da estranha tontura que sentia, Dylan teve que lidar com a constante ameaça de ser atacado e morto ali mesmo ...
E enquanto isso, na Andromeda, todos estavam alarmados com o desaparecimento de Dylan. Até que Rommie anunciou que ele reaparecera.
Mas não era exatamente o Dylan que eles conheciam, e sim um enorme lagarto escamoso e feroz, que tinha nos olhos reptilianos um brilho estranhamente familiar ...
A IA e Harper logo deduziram que as anomalias espaço-temporais tinham a ver com aquilo, e que obviamente, outra dimensão se mesclara com a sua. E o réptil mostrara ter afinal um senso de liderança e lógica bem desenvolvido, manifestando-se disposto a ajudá-los a combater as tais naves inimigas – pois também ele queria retornar à sua própria dimensão. Para falar a verdade, ele agia como Dylan agiria, numa situação crítica ...
E na dimensão dos répteis, Dylan se viu às voltas com batalhas, um duelo no qual o adversário quase o matou, e até com um motim a bordo. Mas, apesar das dificuldades, ele tentava contornar a situação.
Até que uma nova onda de distorção atravessou novamente o caminho deles, e Dylan foi novamente arrebatado pela estranha névoa azul ... e depois, o nada.
Assim como sua versão reptiliana, que desapareceu como por encanto, dando lugar a um homem que se parecia com ele em muitos aspectos: mesma estatura, mesma cor de cabelos, mesma constituição ... mas ao mesmo tempo era muito diferente.
E em outra dimensão ...
Dylan recobrou os sentidos em um lugar que se parecia muito com o Deck Médico da sua Andromeda ... e viu uma mulher loira e bonita – ele deduziu que era a versão de Beka naquela dimensão. Ela lhe explicou que ele fora atingido por uma névoa azul e perdera os sentidos.
Aquilo ainda não estava certo ... ele tinha que descobrir uma maneira de corrigir aquelas distorções, e retornar à sua própria dimensão.
Ele logo descobriu que aquela gente era completamente estranha ... sua cultura se resumia à filosofia de “Paz e Amor”, como uma comunidade “hippie” ou algo assim. Eles não tinham a menor idéia do que era uma batalha, e sua nave não dispunha de quaisquer armamentos, nem mesmo defensivos. Presas fáceis para todo tipo de inimigos ...
A coisa ficou realmente crítica, quando detectaram a aproximação de um enxame de naves de assalto Magogs. Dylan estremeceu ... aquela gente, apesar de numerosa, não sabia lutar. Seriam massacrados! Ele fez de tudo para convencê-los a pelo menos se defender. Quando o ataque começou, a tripulação ainda parecia alienada e completamente ignorante do que significavam aquelas batidas ritmadas e o coro de vozes guturais. Aflito e pesaroso, Dylan estava prestes a destruir a inocência daquela gente ... a levá-los a matar outros seres senscientes, ainda que em legítima defesa.
E no auge do ataque, quando as hordas de Magogs investiram sobre os aterrorizados tripulantes, Dylan ali entre eles e em posição de combate, ocorreu outra onda de distorção.
Dylan estava em outra dimensão ... e dessa vez, a bordo de uma nave cujos ocupantes, correspondentes dele próprio e de seu pessoal, eram figuras meio insetóides e meio humanas, calvas e com membros finos. E eles se mostravam hostis.
Chegaram mesmo a prender Dylan num dispositivo estranho e analisar sua mente, captando tudo o que ele pensava, e torturando-o com o receio de que soubessem onde estava Tarn Vedra para atacar o mundo natal dele.
Dylan subitamente compreendeu que havia um único ponto em comum a todas as dimensões: a nave. Andromeda. Ali estava a chave!
As criaturas insetóides tinham uma mente coletiva, e sempre pensavam e agiam juntas. E o consideraram muito perigoso.
Dylan se viu então hostilizado, e foi obrigado a fugir. Mas para onde iria ...?
Começou então uma fuga alucinada pelos corredores e recantos da nave, com os alienígenas na sua cola. Dylan conseguiu se livrar de um bom número deles, mas acabou sendo cercado. As criaturas investiram sobre ele, que se debatia e gritava para que não o levassem para a Ponte ...
Mas foi precisamente para onde o levaram. E assim que chegaram, Dylan sentiu outra onda de distorção se aproximando. E justo quando apontavam as armas para ele, a névoa azul o envolveu ... e ele desapareceu.
Viu-se diante de uma mulher que se apresentou como Dra. Helena Travis, mas, de resto, tudo ali parecia ter uma semelhança bem mais estreita com o seu Universo. Mas, ao contrário desse, ali não havia caos. Tudo estava em ordem!
Travis estava disposta a ajudá-lo a retornar à sua própria dimensão. Ela tinha uma teoria: bastava ajustar uma, e as outras se alinhavam automaticamente.
E foi o Harper dali que conseguiu montar um dispositivo capaz de canalizar a energia da distorção e concentrá-la até que pudesse gerar uma espécie de “portal”, por onde Dylan poderia retornar – e consequentemente, o seu próprio capitão seria restituído àquela dimensão.
Tudo pronto, eles ficaram aguardando o surgimento da onda de distorção, e quando ela se manifestou, Harper acionou o dispositivo. Apesar de se sentir atraído por um Universo sem caos, Dylan sabia que, se ficasse, estaria condenando seu próprio Universo à aniquilação.
Ele jamais poderia fazer isso. Precisava mesmo retornar.
Houve um silêncio momentâneo ... e Dylan estava de volta à Ponte da sua própria nave. A primeira voz que ouviu foi a de Beka, feliz em vê-lo são e salvo.
Dylan sorriu ... também estava muito feliz em voltar.


Última edição por Myriam Castro em Qua Dez 15, 2010 6:43 pm, editado 1 vez(es)

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 4 - Through the Looking Glass

Mensagem  Myriam Castro em Seg Out 04, 2010 6:28 pm

Brrrrr ....
Essa aventura - não dá para precisar quando exatamente teria ocorrido, mas creio que em algum momento da III Temporada - também teve um toque sinistro.
Imaginem confrontar versões bizarras de si mesmo ... e, do outro lado, Beka e os demais às voltas com várias versões de seu Capitão ... que coisa! ...
Mais uma vez, Trance estava de alguma maneira envolvida - bem, talvez não soubesse de fato o que estava acontecendo, mas com certeza era um ponto de contato interdimensional. E o outro ponto era ... Andromeda!
Sim, porque, em todas as dimensões em que Dylan esteve, a nave era a mesma ... com pequenas variações na cor e na "decoração", mas, especificamente, a Ponte de Comando era exatamente igual.
:suspect:

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 4 - Through the Looking Glass

Mensagem  mara em Qua Set 19, 2012 8:09 am

O Gustavo postou o resumo em inglês na TrekWeb:

http://trekweb.com/articles/2012/09/19/Book-Review-Gene-Roddenberrys-Andromeda-Through-the-Looking-Glass.shtml

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Re: ANDROMEDA, OS LIVROS: 4 - Through the Looking Glass

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